GavetaGrid – Segurança é na F-1

Quem não se impressiona com os fantásticos acidentes automobilísticos? Ainda mais impressionantes são as colisões causadas por um F-1, a ponto de, no momento em que acontecem, nos questionarmos se o piloto sai dessa vivo ou veste o pijama de madeira… Na pauta de hoje, traças leitoras do GavetaGrid, em que pé anda a segurança na categoria de elite do esporte a motor. Start your engines… GO!

Ayrton Senna deixou saudades pelo homem e esportista que fora, mas a F-1 encerrou com sua morte uma época da qual não se deve sentir falta alguma, pois o tricampeão foi o último esportista a morrer na categoria. Desde a partida do brasileiro, mudanças sucessivas foram impostas aos carros, procedimentos e pistas para se garantir a segurança dos pilotos. Agora, a única tristeza nos domingos de prova é a pífia apresentação dos brazucas Rubens Barrichello e Felipe Massa, que, de certa forma já se foram faz tempo (sentiram o humor negro?!).

Ora, pois! Semana passada, após estragar seu carro em uma softwall, o mexicano Sérgio Perez experimentou como é andar no corredor branco, com uma luz forte o chamando (há quem veja anjinhos, musiquinha no fundo… São muitas variáveis). De fato, teria batido na porta do Céu se não fosse pela célula de sobrevivência de sua Sauber, que ficou intacta após a forte batida lateral. Como o próprio nome já diz, numa colisão agressiva, só sobra ela (a célula sobrevive!), mesmo se tudo o mais se esmigalhar. Some-se a isso cintos de segurança de trocentos pontos e capacetes idealizados para agüentar impactos a mais de 500Km/h (mesmo que um F-1 SÓ chegue a uns 350km/h).

Sérgio Perez

 

Tá aí parte do legado de Ayrton. De 1994 pra trás, morria gente quase todo ano na F-1, fazia parte da perigosa brincadeira e os pilotos sabiam bem o risco que corriam (talvez por isso e que sentíamos tanta paixão nos competidores, eram outros tempos). Hoje, nego capota o carro, estora o bico no concreto e sai sozinho, espanando a poeira do macacão, mesmo existindo uma equipe de segurança pronta para uma eventualidade.

Talvez, se Senna não tivesse sido “sacrificado” para o esporte, hoje não contassem a histórias de suas colisões pilotos como Schumacher, Massa, Kubica (dá uma olhada nesse vídeo, não sobra nada do carro do cara), Alonso e, agora, o jovem Sérgio Perez (muitos outros já sentiram o gostinho do guard rail também)

Kubica

 

Agora eu lhes pergunto, imaginaram se vocês pegam o seu carrinho 1.0 (espero que esteja revisado) e batem a 50Km/h em um poste de concreto? É, a indústria dos carros de passeio ainda tem muito a aprender com o bom exemplo da F-1.

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