GavetaGrid – As atualizações dos carros na temporada

Fala, pequena traça! Antes de qualquer coisa, peço desculpas pela ausência de postagem na semana passada, mas como a F-1 não para nem na chuva, comentaremos hoje sobre a evolução dos carros no decorrer de uma temporada, atualizações essas que são significativas em ganho de desempenho e fazem grande diferença no campeonato como um todo. Pé na tábua!

Se um carro de F-1 não fosse sofrendo atualizações em seus componentes mecânicos e aerodinâmicos durante um ano de competição, certamente se veriam corridas parecidas umas com as outras nas colocações finais dos pilotos, claro que excluídos os fatores sorte, barbeiragens, quebras e o clima (se exclui muita coisa então… rs). É evidente que cada equipe tem um melhor desempenho em certos traçados, ponderada a predisposição do desenho de seu carro para curvas fechadas, de média ou de alta velocidade, retas, etc., são as características individuais de cada projeto, as quais dão uma personalidade peculiar a cada equipe, e até a cada carro de uma mesma equipe.

Mesmo assim, como se explica a evolução de uma equipe que, no início da temporada sempre colocava seus carros nas 10 últimas posições do grid e, ao longo do campeonato, passou a brigar pelas 10 primeiras? Simples! A resposta está no constante trabalho da engenharia aerodinâmica e na modificação dos componentes mecânicos e eletrônicos que compões o complexo conjunto do carro de F-1. Como exemplo da referida evolução, temos a situação vivida pela Ferrari em 2010, que não começou bem aquele ano e o terminou na acirrada briga pelo título de pilotos, com o espanhol Fernando Alonso (ao fim, o vice-campeão mundial, somente superado pelo alemão Sebastian Vettel, da equipe Red Bull).

Difusor da Ferrari

Ou seja, o carro nasce e se modifica até a última corrida do ano, sempre estreando novos componentes, que, na maioria das vezes, são redesenhados dos originais para que gerem maior ou menor força aerodinâmica, pesem menos, durem mais… É a busca infindável pela perfeição (que nunca chega, pelo jeito!). Os componentes que foram mais alterados na temporada 2011, até agora, foram o escapamento (localizado nas laterais do motor e sobre a caixa de câmbio), assoalho (placa localizada embaixo do carro), asas dianteira e asas traseira (ver abaixo) e o já comentado KERS. Normalmente, as modificações mais significativas se dão quando se experimentam intervalos de mais de duas semanas entre duas corridas, possibilitando às fábricas um esforço conjunto (e exclusivo) para a construção das novas peças.

 

Evolução das Asas Traseiras da Ferrari em 2011

A constante evolução das máquinas é um fator que apimenta a competição, na medida em que cada construtora busca a mantença de seu status de vencedora (se assim o for) ou alteração de sua fama de perdedora, aquecendo os bastidores da categoria com o anúncio de suas próprias atualizações, ou, simplesmente, lançando rumores de evolução que não se confirmam na realidade. Tudo isso faz parte do show e da tentativa de desestabilizar a harmonia do time adversário.

Para a próxima prova da temporada 2011 de F-1, a ser realizada em Istambul Park (GP da Turquia), se esperam mudanças significativas nas Williams, que, praticamente, terão atualizações em todo o carro, e nas Ferrari, que não obstante serem carros consistentes em corridas, vem experimentando classificações lentas, sendo apenas a terceira força até o momento (e com risco de perder este posto para as Mercedes). Já a vitoriosa Red Bull tem um pepino grande para descascar, pois o KERS desenvolvido pela fabricante de energéticos ainda não funcionou a contento em nenhuma das três corridas já disputadas, comprometendo sobremaneira as provas do australiano Mark Webber. A McLaren promete novo escapamento e assoalho redesenhado para os seus bólidos, enquanto a Mercedes traz um novo pacote de asas traseiras (inconsistentes no seu acionamento de abertura em reta) e dianteiras. As demais equipes prometeram, igualmente, uma série de upgrades até o GP de Mônaco, no final de maio. Vamos acompanhar e ver o que acontece.

Mesmo passando despercebidas aos olhos dos telespectadores, as alterações tem o objetivo de tornar os monopostos mais rápidos e confiáveis. Cada décimo de segundo ganho/retirado por volta, importariam em uma média de 6 segundos de ganho ao final de uma corrida, às vezes, o suficiente para se ganhar uma, duas ou até três posições na linha de chegada. Trocando em miúdos, dificilmente conseguiremos visualizar os upgrades, mas sentiremos a sua presença no final de cada prova e, principalmente, nas classificações de sábado.

Pois é, semana que vem teremos o GP da Turquia, em Istambul, o qual será realizado no domingo, dia 08/05/2011, circuito de Istambul Park, às 09h00min da manhã (horário de Brasília). Não perca a corrida para podermos discuti-la depois por aqui, no Gaveteiro.com. Até lá e uma excelente semana para todos.

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