Bates Motel – É muito season finale pra pouco eu!

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Setembro e outubro são os meses mais aguardados por todos os série maníacos. A chamada “fall season”, referência ao outono americano, tem como principal característica o retorno de nossas amadas séries já conhecidas, bem como estreias de novos – e, com sorte, brilhantes – projetos.

Usando meu bordão nas redes sociais durante este período, “é muito season finale pra pouco eu”, resolvi trazer como meu primeiro post oficial aqui no Gaveteiro um resumo com as impressões do season finale de uma das séries que, do meu ponto de vista, se destacou em 2013.

Bates Motel unificou em apenas uma estória, suspense, terror psicológico, psicopatia, pedofilia, desilusões amorosas adolescentes, assuntos polêmicos como tráfico internacional de pessoas, prostituição, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, política e drama familiar.

É doce, perturbador, sensual e doentio ao mesmo tempo, criando no expectador diferentes sensações durante um único episódio. Um verdadeiro achado neste ano que, ao menos do meu ponto de vista, até agora, foi fraco no quesito de estréias.

Bates Motel (2013, criado por Roy Lee e Mark Wolper. Roteiro por Anthony Cipriano).

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Quem nunca assistiu Psicose (1960) de Alfred Hitchcock, tem agora uma segunda chance de conhecer o psicopata Norman Bates, entendendo um pouco melhor de onde veio sua esquizofrenia e tendo acesso irrestrito a sua relação doentia com sua mãe, Norma Bates. Numa versão atual, porém com traços perturbadoramente vintage, entenderemos melhor a adolescência de um dos maiores psicopatas da história do cinema.

 ATENÇÃO: Contém spoilers!

Sobre o season finale: S01E10 – “Midnight”.

Passamos por dez episódios conhecendo a adolescência de Norman (Freddie Highmore, A Fantástica Fábrica de Chocolates), suas desilusões amorosas com Bradley (Nicola Peltz, O Último Mestre do Ar) e sua professora, Miss Watson (Keegan Connor Tracy, Supernatural), seus problemas familiares e, principalmente, seu relacionamento doentio com sua mãe, Norma (Vera Farmiga, Law & Order).

O vimos ter seus blackouts, acompanhamos seus primeiros assassinatos e seus primeiros delírios de dupla personalidade.

Alguns detalhes que gostaríamos que tivessem sido melhor explorados neste fim de temporada infelizmente foram jogados para escanteio, criando certa frustração nos fãs da série, como o envolvimento do Xerife Romero no esquema de tráfico internacional de pessoas ou o que houve, de fato, nas docas em que Dylan Bates (Max Thieriot, A Última Casa da Rua) trabalha e o envolvimento do pai de Bradley na venda de drogas. Entretanto, é válido lembrar que a série já foi renovada para sua segunda temporada e, em breve, teremos o desenrolar – espero eu – destas subtramas que ficaram um tanto quanto “esquecidas” neste finale.

O grande destaque para o episódio foi a primeira alucinação contínua de Norman em relação a sua mãe, quando sua professora tenta seduzi-lo.  E, por conseguinte, seu primeiro assassinato intencional. Embora muitos dirão que, de fato, seu primeiro assassinato tenha sido seu pai no primeiro episódio da série, particularmente não acredito na ideia, pois o garoto, neste evento, não sofreu qualquer alucinação – e sim um blackout de adrenalina.

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Sua desestabilização emocional, até então praticamente imaculada no decorrer da série, será o ponto-chave para a nova temporada que está por vir. Há de se ressaltar que temos uma nova visão de Freddie Highmore que, após papeis monótonos e introvertidos, como George de The Art Of Getting By (2010), traz agora um ódio transmitido apenas por olhar, uma sexualidade reprimida e todo um universo obscuro que transgride seu histórico de filmagens até agora.

Ver o sangue correndo pelo chão, a garganta aberta e a fuga de Bates, agindo sem qualquer indício de remorso ou quaisquer outras emoções… Definitivamente, esperávamos por isso. O sangue que nos foi poupado na adaptação cinematográfica em preto e branco, ao que tudo indica, será compensado nesta série envolvente e, definitivamente, apaixonante.

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Por Mayara Silva (@deadlycorpse).
What’s dead may never die. But rises again, harder and stronger

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3 Comentários para “Bates Motel – É muito season finale pra pouco eu!”

  1. Helamã disse:

    A série com certeza é uma das melhores estréias da temporada!(opinião de quem acompanhou o lançamento de várias na temporada e acompanha algumas). Suspense na medida certa e o universo que a série está criando é umas das melhores coisas que poderia ter acontecido para a memória do filme do Hitchcock. Preferia até esquecer que existiu o filme, porque o mesmo limita e limitará o final da série como um todo, arrisco a dizer que eu seria muito mais feliz em relação à série se eu não soubesse sobre o filme ou se ele não tivesse existido porque a série em si funciona de uma maneira impressionante que prende quem assiste até o último segundo.

    Sobre a Season finale, só achei o finalzinho meio fraco e previsível, mas ninguém tem culpa, pois não precisava nem ver o filme, bastava ler a sinopse da série pra saber que o menino não é uma “criança normal” e que a tendência de ele ser um Dexter adolescente e mais desajustado é cada vez maior.

    Até!

    • vinicius disse:

      Dispensar o filme em decorrência da série, foi demais pra mim. Deu a entender que não entende nada de nada vc….
      O filme e a série são ótimos, mas esta não viveria sem aquele…

  2. sara disse:

    a serie é boa de mais com muita morte e suspense Norman b. é um garoto de muito suspense ele matou seu pai para salvar sua mãe de mal tratos isso é o mais legal na serie eu vejo essa seri já faz alguns dias e já vi que vou adorar vai ser a primeira serie que vou ver inteira que gosto muito

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