Gavestúdio: The Vines, Os altos e baixos de uma banda australiana

“I’m gonna get free, I’m gonna get free, I’m gonna get free,
Ride into the sun” The Vines – Get Free

PhotobucketInfelizmente, o mercado musical mundial é comandado pelas grandes gravadoras norte-americanas e britânicas, sendo difícil qualquer outro tipo de artista conseguir um espaço na mídia mundial, difícil, mas não impossível.

Junto de bandas como Silverchair e Man at Work, o The Vines está na lista de bandas australianas que mais marcaram o cenário musical.

Foram chamados de “Os novos Beatles” e de “Os filhos do Nirvana”, dois títulos que separados não fazem muito sentido, exceto quando aplicados ao The Vines. A música da banda mistura muitos elementos do rock dos anos 60 e dos 90, com boas baladas e músicas bem agressivas que misturadas à insanidade do vocalista se tornam a principal característica da banda.

PhotobucketApós ter largado a escola no primeiro ano Craig Nicholls (vocalista e guitarrista) vai trabalhar no McDonald`s, quando tinha seus 13 ou 14 anos. Lá ele conhece Patrick Matthews e descobre que têm um gosto musical parecido (Nirvana, Beatles e etc.) e resolvem “tirar um som”. Nascia o The Vines. A banda experimentou um sucesso meteórico na primeira metade dessa década. O primeiro álbum da banda (Highly Evolved – 2002) vendeu muito, músicas como “Get Free”, “Outtathaway” “homesick” fizeram bastante sucesso na Europa e EUA

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Porém nem tudo são flores na carreira do The Vines. Com o lançamento do álbum “Winning Days” em 2004 vieram os problemas. A banda agora já estava com seu estilo mais consolidado, porém, a critica do álbum não foi boa e apesar de ter tido músicas de qualidade como “Ride” e algumas outras, o álbum tamvém teve músicas realmente ruins, que chegaram a esconder as músicas boas e isso foi só a ponta do iceberg.

O vocalista e guitarrista Craig é o tipo de cara realmente insano (talvez  venha desse fato a comparação com o Nirvana). Sua atuação nos shows são realmente coisa de doido e neste ano (2004) as coisas estavam realmente “doidas” para Craig. Ele estava se tornando uma pessoa cada vez mais difícil de conviver, tendo ataques de agressividade cada vez mais constantes e intensos. Até que um dia, durante um show para a radio Triple M, Craig ataca um fotógrafo no meio do show “os gritos do acidentado pareciam como o de um animal ferido”. Nesse dia, o baixista Patrick Matthews abandona a banda. Despois desse episódio, Craig foi consultado pelo neurologista que o diagnosticou com síndrome de Asperger (trata-se de um distúrbio que causa dificuldades na comunicação, convivência social entre outros problemas, uma forma de autismo mais leve). O lado “Bom” dessa história é que ficou provado que Craig tinha realmente um problema, e os “surtos” que ele tinha com a banda e as demais pessoas não eram apenas jogadas de marketing como a crítica adorava dizer. Entretanto, a partir desse momento, a maioria das pessoas passou a duvidar do futuro da banda.

PhotobucketDepois de um longo tempo em estúdio, e fora dos palcos, em 2006 o The Vines lança seu novo álbum “Vision Valley” que traz músicas boas novamente e um Craig sob controle (embora ainda muito louco), mas mostrou que a banda ainda estava viva, e mais madura. Em 2008 a banda começa a apresentar suas novas músicas, que integram o álbum “Melodia” que seria chamado de “Braindead”, e que teve algumas dificuldades na data de seu lançamento devido ao rompimento com a gravadora antiga, pois eles queriam que seu novo álbum tivesse 15 faixas e não queriam um Best of da banda. Isso era tudo ao contrário do que gravadora queria. Um Best of chegou a ser lançado, o que  contribuiu para rompimento da banda. O álbum traz várias músicas realmente boas como “He’s a rocker”, fato que deu um novo “gás” para a banda.

Em meio a boatos de que a banda estaria parando (novamente), em outubro de 2009 O site Thevinesperu, publica que nos próximos meses Craig Nicholls trabalha num novo projeto, mas que só estará pronto no começo de 2010. A irmã de Craig diz que, apesar de a banda ter quase parado em 2009, já estaria voltando à ativa. Só nos resta esperar e torcer para que seja verdarde.
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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5SABL_hrFzg&hl=pt_BR&fs=1&]

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6 Comentários para “Gavestúdio: The Vines, Os altos e baixos de uma banda australiana”

  1. Rapha Oliveira disse:

    Ótimo Post!

    Pow Anderson, valeu mesmo por tapar esse “buraco” que deixei essa semana. Mas só não precisava detonar no pots como vc detonou cara! ótimo trabalho cara seus posts estão cada vez melhores…

  2. kyrio2 disse:

    “Junto de bandas como Silverchair e Man at Work, o The Vines está na lista de bandas australianas que mais marcaram o cenário musical.” Como assim você esqueceu de colocar ACDC nessa lista ? Tá precisando melhorar a memória, velhinho.

    Abraço e parabéns pelo post =D

    P.S: Falta fazer sobre banda de metal.

  3. Tarta disse:

    Eu tenho o Winning Days aqui on pc e é bem como vc falou. Pra min o cd só tem 3 músicas. flw

  4. Milton Rodrigues disse:

    Pq eu tenho a leve impressão que ser um autista tem lá as suas vantagens 🙂

  5. Anderson Borges disse:

    pois é, eu tinha colocado o ac/dc noprimeiro texto que escrevi, só que coloquei o segundo como fiz, com um pouco de pressa esqueci de recolocar, mas foi bom vc ter lembrado

  6. Ou pessoal adorei a matéria com o the vines achei show, tava precisando ver uma matéria sobre essa banda que eu amava e ainda amo. Adoro a música Don’t listen to the radio, acho muito contraditória, imagina não tocar na rádio! Ela pede isso. Tenho uma banda baseada neles, hoje em dia exploramos um som parecido, chama lethal gab. Abraço a todos e parabéns por fazer a matéria com os novos reis do “yeah yeah yeaaaah”.

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