Gavestúdio: O Rock e os Anos 50

Depois de o Anderson passear MUITO bem pelos caminhos que o Rock percorreu durante toda a sua vida de pulsação e batida, venho aqui hoje para falar  um pouco sobre a raiz mesmo, as origens e só de pensar que tudo o que “ouvimos” hoje em dia como trash metal, heavy metal, deth metal, and the wathever metal’s, veio de um denominador comum.

Do sul dos Estados Unidos, que já foi o berço de guerras civis e de alguns presidentes, chega aos ouvidos da população por volta de 1952 um tipo de música onde se percebia claramente as influências do blues acompanhado da guitarra black, produzidos com solos de saxofone com influências da música gospel branca e negra, da música country e western e da música popular. Bill Haley, que depois de gravar alguns discos de country (com sua banda Down Homers) nos anos 40, resolveu inovar junto com sua banda The Saddlemen, gravando versões das músicas “Rocket 88” e “Rock this Joint” de Jackie Brenston. Há muitas controvérsias sobre qual seria o primeiro rock gravado no mundo. Mas, para muitos, a era do Rock’n’Roll começou no dia 5 de julho de 1955, quando a música Rock Around The Clock, composta por Max Freedman e James Myers e gravada em 12 de abril de 1954 por Bill Haley and the Comets – chegou ao topo das paradas americanas. Daí para o sempre…

Para os fãs mais ferrenhos do Rei do Rock, Elvis, ele foi o pioneiro. E, assim se tem uma discussão sadia da origem e do primeiro a revelar o estilo para o mundo. O que não se nega é a forte influencia do jovem Elvis sobre os outros jovens da época. Era difícil para muitos pais com costumes tradicionais ver um homem com o topetão, costeletas gigantes, rebolando o quadril enquanto a banda atrás dele tocava nervosamente um ritmo que era quase impossível de não se dançar. E assim o rei Elvis, que veio para definitivamente romper as barreiras racistas, vindo diretamente da “boléia” de um caminhão ganhou o mundo com seu carisma e rebolado.

Então fica sempre a velha dúvida… That’s All Right (Elvis) ou Rock Around The Clock (Bill Haley)?

Então, nascia das entranhas de guitarras, baixos, pianos, baterias e saxofones, um ritmo que já começou como um protesto às gravadoras chamadas “race records” que davam extrema prioridade aos “rhythm and blues” negros. Ou seja, o rock veio para derrubar todo tipo de preconceito. Depois do pioneirismo de Bill Haley surgiram grandes nomes, conhecidos até hoje, como: Chuck Berry (“Johnny B.Good”), Little Richards (“Good Golly Miss Molly”), Sam Cooke (“You Send Me”), Buddy Holly (“Peggy Sue”), Jerry Lee Lewis (“Great Balls of Fire”) e Carl Perkins (“Blues Suede Shoes”).

Little Richards

Como o rock’n’roll havia se tornado um sucesso financeiro, as gravadoras que o consideravam uma coqueluche, começaram a garimpar novos cantores. No final dos anos 50, por exemplo, estavam na moda as canções sentimentalmente mórbidas, assim como “Laura” e “Teen Angel”. Com a explosão e com a adesão das camadas jovens e mais consumistas, foi inevitável a atenção das gravadoras para este novo ritmo. Assim deu-se início a uma longa caminhada que está longe de seu fim… Sinto muito orgulho em dizer que o Rock não morreu, que ainda surgem novos nomes, e os antigos ainda conseguem sustentar a tradição, o som e a vibração de sempre, passando por dificuldades no meio do caminho, muitas delas mais coloridas do que o necessário, ou com os olhos mais pintados de negro do que o necessário. Porém, a essência se mantém a mesma no coração dos mais saudosistas e apreciadores da verdadeira música.

Espero que tenham gostado dessa pequena volta ao passado… Até a próxima!!!!!

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