Gavestúdio Alive: P.O.D

“Everyday is a new day. I’m thankful for every breath I take” Alive – P.O.D

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Fala aí galera que acompanha o Gaveteiro. No gavestúdio dessa semana, vou falar sobre a banda californiana chamada Payable On Death, ou, como todos conhecem, P.O.D, que nessa madrugada de sexta para sábado (26, 27) fez sua apresentação aqui no Rio de Janeiro (em São Gonçalo) e  claro que eu não poderia deixar de comparecer e relatar essa pequena “aventura” para vocês.

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Para começar um pouco de história. A banda P.O.D surgiu em 1992 e tinha a característica de que todos os membros eram cristãos, alguns católicos e outros protestantes.

Nos primeiros álbuns a banda fazia um hardcore bem pesado e misturava com rap core, mas nos últimos álbuns o som ficou mais parecido com o New Metal com influências de reggae, hip hop, e estilos latinos. Desde que começou, a banda conquistou seu espaço no mundo do rock. A banda já tocou ao lado de bandas como Slipknot, Korn, Papa Roach e Linkin Park, além de ter pisado em palcos de grandes festivais como Rock Am Ring, Ozzy Fest e Cornerstone, e outros. Participaram de trilhas sonoras de filmes como “Little Nicky, Um Diabo Diferente”, de Adam Sandler, com a composição “School of Hard Knocks”, “Um Domingo Qualquer” com “Whatever It Takes”, “The Scorpion King” com “Set It Off” e “The Matrix Reloaded”, com “Sleeping Awake”, mais agora recentemente participaram da trilha sonora do filme “D.O.P.E.” com a banda Switchfoot em “Arrested Development”. E mais de 9 milhões de álbuns vendidos no mundo todo e tendo a fama de sempre realizarem apresentações estonteantes.

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Sony (vocal) e Traa Daniel (baixo, que é meu avatar a muito tempo)

Com toda essa bagagem no currículo, vocês podem imaginar a minha euforia para assistir ao show, ainda mais porque o show seria realizado a alguns minutos da minha casa, mas, nem tudo são flores.

O show estava marcado para começar às 18h, mas como todo bom brasileiro saí de casa às 19h já sabendo que iria atrasar. Cheguei ao local por volta das 19h30, a fila estava enorme e os portões ainda estavam fechados. Fiquei um pouco revoltado por um lado, mas por outro contemplei a chance de arrumar um bom lugar, mas mal sabia eu no que estava me metendo. Rapidamente encontrei alguns conhecidos e consegui um lugar na fila, os portões foram abertos lá pelas 20h15 e consegui entrar. Não consegui um lugar na beira do palco, mas consegui um bem perto o que já era suficiente. A abertura do show se daria por duas bandas, Judas, o outro e Skin Culture. Devido a problemas no som a banda Judas, que foi a primeira, demorou muito e subiu ao palco lá pelas 22h, o que significou um tanto de revolta na galera que estava esperando já a algumas horas. Quando a banda finalmente tocou, senti pessoas sumirem atrás de mim, fato ocorrido por um fenômeno muito comum em shows de rock chamado de “rodinha” onde as pessoas, na explosão da música, começam a se bater. Uma curiosidade desse fenômeno é que uma linha tênue separa barbárie e civilidade. Quando alguma pessoa caía ou perdia alguma coisa, as pessoas que estavam nesse fenômeno paravam para ajudar. Não participei da “rodinha” porque seria concorrência desleal. Na última música da última banda a se apresentar antes do P.O.D, aconteceu uma coisa um tanto desagradável. Faltou energia elétrica. Tudo ficou escuro. Senti uma certa revolta, pois estava esperando tanto para assistir a apresentação do P.O.D  e estava um calor infernal, cheio de gente suada ao meu lado e eu sendo massacrado pela multidão. Esse problema quando eles estavam prestes a subir no palco me fez pensar: é desgraça demais para um dia só. Mas, ainda bem, a energia voltou rapidamente e o show prosseguiu.

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Sony no meio da galera

Finalmente tinha chegado a hora tão esperada por todos naquele dia. Já era meia noite de sábado e o P.O.D iria subir ao palco, enquanto os “roadies” ajustavam os equipamentos, todos permaneciam atentos para o palco.  Quando finalmente eles subiram e o guitarrista começou a tocar os primeiros riffs da música “Boom”, naquele exato momento, soube que todo o sofrimento tinha valido a pena. Quando o Sony pegou o microfone e começou a cantar, a galera foi à loucura. Todos pulavam e cantavam. Uma característica do P.O.D é fazer os shows bem perto da galera, cantando cara a cara  com o público. Mal terminou a música e eles já emendaram com “set it off” nunca vi brasileiro cantar tão bem em inglês como nesse show.

Os caras tocaram músicas antigas, intermediárias e novas, desde os tempos de hardcore mais intenso até as de new metal. O show foi espetacular. Tinha pessoas sendo carregadas pela galera durante o show e chamando o Sony para pular na galera, mas infelizmente ele não fez isso. O auge do show foi realmente a música “Alive” onde o som das vozes superou o som das caixas de som e mesmo depois da banda sair o pessoal ficou cantando. Outra música que merece destaque foi a “satélite” quando o Sony volta com uma camisa com uma representação de Jesus escrito em cima: “Play Hard” e a clássica “Youth of The Nation”. As músicas do último álbum também tiveram desempenho ótimo, como “Addicted” e “Shine With Me”. O show foi bem direto, não teve muita falação. Foi praticamente música atrás de música e os únicos pontos negativos foram o atraso, um idiota que roubou o boné do Sony enquanto ele cantava e, eu acho que eles deveriam ter tocado mais.

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com a bandeira do Brasil

Anderson Borges  para O Gaveteiro.

Videos:

Alive

Boom Live

Sleeping Awake (Matrix Reload)

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Sem comentários ainda para “Gavestúdio Alive: P.O.D”

  1. Rapha disse:

    Muito bom Anderson!!

    Eles tocaram aqui ontem a noite tbm…aqui leia-se Recife…

    Acho até um som pesado mas esse new metal não me agrada muito…mas tem umas músicas legais.

  2. Fábio disse:

    Esse Clipe de Sleeping Awake é bem legal. E como canta Canibal, do Devotos:

    “Se entrar com maldade
    Melhor nem entrar
    A roda é da paz
    E não queremos brigar
    Se entrar com maldade
    Melhor nem entrar
    A roda é da paz
    E não queremos brigar”

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