Gavestúdio: Especial Baixo Elétrico

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Bom, como o Rapha falou no gavestúdio anterior sobre guitarras, pensei: por que não falar sobre baixos (ou contrabaixos)? Esse instrumento tão indispensável para uma banda e que muitas vezes é desprezado por seres sem conhecimento musical, frequentemente sendo até chamado de guitarra de quatro cordas, não é percebido por muitos. Mas como disse um sábio certa vez: o som do baixo você não ouve você sente.

Fato é que nenhuma banda que se preze abre mão de um bom baixista, e não me refiro a apenas grupos de rock, mas desde os de pop, até orquestras (nesse caso, o baixo pode ser um pouco diferente), ele sempre está lá sustentando o som como se fosse um esqueleto. Hoje vou falar um pouco sobre esse instrumento versátil e sua história que mais parece uma novela mexicana, alternando entre o desprezo e a glória.

Tudo começou com nosso querido Leo Fender, um dos responsáveis pela forma que conhecemos a guitarra atualmente. É inegável que Leo Fender fosse um gênio, porém era mais um técnico em rádios obcecado por ampliar sinais de um músico ou um luthier, por isso não foi capaz de detectar maiores problemas em seus instrumentos. Mas foi dessa paixão de Fender que nasceram a guitarra e o baixo elétrico. A guitarra ainda estava nos seus primeiros anos e Fender tinha acabado de inventar seu novo brinquedo, o “Precision bass”.

O Precision bass (ou P. Bass) não foi bem aceito no inicio. Era um tanto quanto diferente do baixo convencional e para ser tocado envolveria uma mudança significativa na postura do músico, o que levou os baixistas da época a ignorarem a novidade que Fender lhes mostrava, mas nem tudo estava perdido.

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Fender Jazz bass

No final de 1952, Fender se encontrou com Lionel Hampton (vibrafonista e bandleader) que resolveu testar o equipamento. Em uma jazz session, seu baixista apareceu usando um P. Bass, as pessoas ficaram atentas, não somente ao P Bass, mas ao som que ele produzia. Inicialmente as pessoas achavam que havia dois guitarristas, mas um segundo olhar revelava que o suposto guitarrista usava um instrumento maior e muito mais grave que uma guitarra.

Mesmo com essa vantagem, ele ainda era tido como instrumento secundário do baixista. Muitos foram encontrados quebrados devido a brigas, apostas, etc… Essa atitude mostrava a falta de relevância que o instrumento vinha apresentando. O P. Bass ainda tinha outro problema devido ao sistema de ponte utilizado por Fender na criação, a ponte era formada apenas por duas barras que dão suporte para cada dois grupos de cordas, o que em alguns baixos fazia a nota soar semitonada e gerava uma grande diferença do som e um descontentamento. O pior é que Fender encarou tudo isso como apenas inveja, mas graças a luthiers mais novos, conseguiram corrigir o problema, criando o consagrado “sistema diagonal”, o qual vemos hoje em guitarras e baixos. Com isso, a fama do novo instrumento, que revolucionou a música, só foi crescendo, ainda mais com a ascensão do rock.  O antigo baixo acústico foi ficando para trás e o novo baixo elétrico assumiu o seu lugar por mérito.

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Musicman bongo

Quanto ao modo de funcionamento, o baixo é bem semelhante à guitarra, claro que reservada suas especificidades. No geral, o baixo tem braço e corpo maiores, mas existem inúmeros modelos, como os Fletless que não possuem os trastes e tem o som mais encorpado e parecido com as versões acústicas. Os baixos possuem inúmeros timbres e técnicas, que são diferentes. Na maioria das vezes os baixistas tocam usando o pizzicato, ou seja, tocando como se fossem pincéis, mas há os que prefiram usar a palheta (ou paleta), o baixo também possui uma técnica exclusiva chamada “slap”, mas essa é outra história

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Warwick vampire NT

Pode não parecer, mas o baixo é bem versátil e não é para menos, já que está presente na maioria dos estilos musicais, cada um usando timbres e efeitos que mais lhe condiz. Digamos que o baixo é um instrumento muito pessoal e cada músico usa a sua própria combinação de pedais, captadores e modelo, tendo assim, cada, um som singular.


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6 Comentários para “Gavestúdio: Especial Baixo Elétrico”

  1. Rapha Oliveira disse:

    FALTOU O HOFNER!!! rsrs Rickenbacker! rsr

    Ótimo Post!

    Mas destes que estão aí , tenho um tesão todo especial pelo Jazz Bass da Fender, e o Bongo da MM.

  2. Anderson Borges disse:

    faltou muita coisa huahauh tem muitos modelos de baixos irados, mas não haveria espaço para botar todos, então botei alguns que eu gosto.

  3. Fábio disse:

    Tolo aqueleque não percebe a elegância de um baixo, esse instrumento que preenche toda a música. Ótimo post!

  4. Lucas disse:

    humm, indispensável num é não =O
    veja a melhor banda que existe, Blind Guardian, nem tem baixista, ahuahauhauhaua

    mas claro que eles costumam chamar um pros shows e pra gravar =p!

  5. Anderson Borges disse:

    o que torna um baixista indispensável -.-”
    não é o fato de não constar na formação oficial da banda que torna o baixista dispensável, vistoo fato de terem que contratar um para as gravações e shows

  6. Lucas Teixeira disse:

    o ultimo post do Anderson é a mais pura verdade,curti demais.faltou ter colocado algo sobre o Nico assunpção!podia fazer um post sobre as nossas amadas e deslumbrantes baixistas!!que tal um post sobre a Emma Anzai ou Ginger Reyes!!

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