Tomo da Traça: The Wheel of Time, de Robert Jordan e Brandon Sanderson

amolcoverA Roda do Tempo gira, e Eras vem e vão, deixando memórias que se tornam lendas. Lendas desvanecem-se em mito, e até mesmo os mitos se tornam a muito esquecidos quando a Era que lhes deu origem surge novamente. Em uma Era, conhecida como a Terceira Era por alguns, uma Era que ainda estava por vir, uma Era há muito passada, um vento se ergueu nas Montanhas das Brumas. O vento não era o começo. Pois não há começos e nem fins para as voltas da Roda do Tempo. Mas era um começo.

Hoje vou fazer algo diferente para esta coluna: falar de um livro (na verdade, uma série de livros) que ainda não comecei a ler.

The Wheel of Time, série literária de fantasia medieval épica criada por Robert Jordan, é um trambolho de quatorze volumes que começou a ser escrito em 1984 e publicado em 1990 com The Eye of the World. Seu último volume, A Memory of Light, foi finalmente publicado apenas no ano passado, tendo sido finalizado pelo meu autor favorito, Brandon Sanderson.

O motivo dessa troca de autores foi algo que é atualmente o pesadelo dos fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo: a morte do autor original, Robert Jordan, em 2007. No entanto, após ser diagnosticado em 2005 com a doença cardíaca que viria tirar sua vida, Jordan começou a tomar providências para que sua história fosse terminada mesmo no evento de seu falecimento. Muitas notas, descrições, cenas e o próprio epílogo do último livro foi deixado escrito para que algum outro autor desse conclusão para sua obra. O mesmo epílogo que se encontra hoje na versão final de A Memory of Light.

A série baseia-se em vários elementos tanto mitologia europeia quanto asiática, com destaque para a natureza cíclica do tempo encontrado no hinduísmo e no budismo, os conceitos de equilíbrio e dualidade, bem como o respeito pela natureza encontrada no taoismo. Além disso, sua história de gênese tem semelhanças com o “Criador” do cristianismo e Shai’tan, a figura diabólica representando o mal. Há também um grande cuidado em desenvolver uma mítica original complexa, bem como um sistema de magia bastante profundo.

Eu já havia tido contato com a série Wheel of Time algumas vezes no passado, na maioria das vezes reviews em revistas de RPG (eh, bem, quem eu quero enganar? Na ÚNICA revista de RPG que tínhamos por aqui, a saudosa Dragão Brasil), mas o interesse em abraçar a série sempre me eludiu. Para começar, era uma série positivamente imensa, totalmente diferente do que eu havia encarado até então. Naquela época era ainda uma série não finalizada, um ponto adicional que me fazia ter um pé atraz sobre me dedicar a um projeto de leitura tão grande. E, atenção para os MAMILOS, após ter lido (ou tentado ler) O Senhor dos Anéis, eu sinceramente perdi o gosto para épicos de fantasia durante um bom tempo…

Foi só após ter conhecido as incríves obras de Brandon Sanderson que meu interesse se voltou novamente para The Wheel of Time. Com a publicação do último livro da série no ano passado (pelas mãos do meu autor favorito ainda por cima!), eu simplesmente não tinha mais desculpas para não enfrentar essa empreitada. Agora eu me vejo encarando esses quatorze tomos, contendo uma das sagas de fantasia mais vendidas e aclamadas da história e nada mais para me distrair… Me desejem sorte! Em um mês eu retornarei com minhas impressões!

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5 Comentários para “Tomo da Traça: The Wheel of Time, de Robert Jordan e Brandon Sanderson”

  1. Sergio disse:

    Essa é uma série que deveria ter sido trazida pro Brasil…

  2. buhler disse:

    Ja vi uns livros dele para comprar na sebo aqui perto, vou comprar qualquer dias desses

  3. Paulo Nogueira disse:

    Eu li esse livro já,achei bem tosco.

  4. Washington Ribeiro disse:

    Cara, nunca tinha ouvido falar desse autor,

    Li uma sinopse e achei “dahora” d+ a serie, e pelo visto esse autor é muito renomado, chega a ser comparado a Tolkien.

    Coloquei na minha lista de leitura, falta coragem agora, pois a serie é bem longa kkk,

    Que venha sua Resenha caro Aiken 🙂

    Abraços.

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