Crítica: Transformers – O Lado Oculto da Lua, de Michael Bay

Nosso amigo Diego Flyfish, em sua participação no Nerdrops #96, nos brindou com a melhor definição para Transformers – A Vingança dos Derrotados que eu vi até hoje: “É um American Pie com robôs…”. Essa afirmação, verdadeira até a alma, aniquila qualquer aspiração de decência para um filme que se diz de ação. Ao que tudo indica, Michael Bay parece ter descido de seu pedestal de arrogância e aparentemente levou em consideração algumas das críticas recorrentes que vinham sendo feitas aos rumos que a franquia de filmes baseada na linha de brinquedos da Hasbro vinha tomando; e em Transformers – O Lado Oculto da Lua (Transformers – Dark of the Moon/EUA/2011) tem-se um filme de ação genuíno, até com algum vestígio brucutu, mas ainda muito aquém de uma diversão completa.

Ok, filmes de Michael Bay requerem o desligamento automático e imediato das funções cerebrais, isso é fato. Mas nem por isso um filme que mostra robôs gigantes se esmurrando precisa ser uma idiotice completa. O primeiro filme que mostrava o embate entre os Decepticons e os Autobots era bem divertido, e O Lado Oculto da Lua funciona mais ou menos da mesma forma. Ora, naturalmente não se espera grandes atuações nem um roteiro digno de Oscar, mas só o fato de as piadas vergonha alheia do filme anterior terem sido praticamente todas suprimidas já é uma grande evolução. A introdução do filme, apesar de corrida, é a melhor da série, focando em um ponto específico da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética: a corrida espacial. Antes das questões políticas, a pressa para se chegar na Lua deve-se à detecção de um impacto de um objeto desconhecido na superfície lunar. Quem primeiro lá chegar, primeiro descobre o mistério, e o que os astronautas da Apollo 11 veem são os destroços de uma nave cybertroniana exilada.

A partir daí uma história com um mínimo de coerência é desenvolvida, envolvendo até alguns plot twists bem divertidos, apesar de manjados. Vejam, poder ver um filme de Michael Bay e realmente conseguir acompanhar a história é um trunfo. Geralmente não se entende nada ou a história é tão ruim que o espectador começa a pensar em outras coisas que não prestar atenção no filme. Novamente, Sam Witwikcy (Shia LaBeouf) tem que ajudar Megatron e companhia a impedir a destruição do planeta, agora contando com um novo par romântico/enfeite feminino, a personagem de Rosie Huntington-Whiteley. Interessante, 80% do filme é de um ritmo frenético e que realmente prende a atenção, mas a sina deste terceiro filme é, acima de tudo, sua longa duração. As cenas de ação, apesar de muito boas, em determinado momento tornam-se bastante repetitivas e o filme simplesmente não acaba, com a mesma coisa acontecendo várias vezes. Uma redução de pelo menos 30 minutos tornaria o filme bem mais interessante.

Contudo, é justamente nas cenas de ação, leia-se tecnologia, onde reside o motivo para se ver o filme nos cinemas. Dessa vez é possível ver os detalhes das lutas, explosões, perseguições e os parafusos se movimentado, ao contrário da massa de metal confusa que existia no segundo filme da franquia. O trabalho dos animadores da Industrial Light & Magic (empresa responsável pelos efeitos visuais do filme) é o que pode se chamar de show off. A carga de efeitos visuais de qualidade é tão grande que chega a enjoar, e apesar de todos os seres fantásticos terem sido muito bem modelados, é cansativo. Neste caso, não é bem um problema de tecnologia, mas sim de concepção artística geral, que vai desde a elaboração do roteiro até a criatividade na construção das sequências mais empolgantes. E estas meus caros, não faltam; penso até que fazia já algum tempo que não via um filme de ação que me deixasse empolgado no cinema, e isso o filme de Michael Bay conseguiu fazer com duas ou três cenas de tirar o fôlego. Arrisco dizer que Transformers – O Lado Oculto da Lua é o filme de invasão alienígena que um lançamento bem esperado desse ano – Batalha de Los Angeles – poderia ter sido.

Quem acompanha o blog sabe da minha birra com os filmes em 3D. Quando pago para ver um filme com efeitos em terceira dimensão quero ver coisas saltando da tela, e não esquecer que este efeito existe durante a projeção. Mais um elogio para O Lado Oculto da Lua, os efeitos em 3D, se não são ainda ideais, já se mostraram bem mais proeminentes neste filme, explorando de forma inteligente tanto a sensação de profundidade com a de projeção de objetos para fora da tela. Neste sentido, três cenas de ação específicas são muito bem desenvolvidas. Enquanto espetáculo tecnológico sensorial, Transformers vale cada centavo investido, como uma diversão completa precisa evoluir. Boa sessão!

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 5

Som: 5

Geral: 2.5

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

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2 Comentários para “Crítica: Transformers – O Lado Oculto da Lua, de Michael Bay”

  1. Rafael D disse:

    “É um American Pie com robôs…” ²
    Falo Tudo kkkkk Mesmo com todos seus “defeitinhos e bugs” 😛 sinto-me ancioso pra ver o filme (msm não tendo mais a Megan Fox snif snif o____o)mais pela curiosidade msm … PS – tem uma imagem ai emcima do robo aparentemente “voando” parece crysis 2 kkkkkkk só troca ETs pelos “Robozão” uhaua
    Enfim Agradeço mais um Belo Topico ..vlw Fábio e fiquem com Deus , Abraço a Todos ..

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