Crítica: Pânico 4, de Wes Craven

Hello Sidney! Ver Pânico 4 (Scream 4/EUA/2011) é como retornar a um local familiar, reconhecemos tudo, sabemos onde pisamos. Mais de dez anos após o último massacre de Ghostface voltamos a Woodsboro, e a última chamada do filme – Nova Década, Novas Regras – pouco tem de verdade. O bom é que dessa vez o mago do horror Wes Craven aceita de vez a galhofada que é a série Pânico, e investe nisso, tornando este quarto longa um dos filmes de terror mais divertidos dos últimos anos, isso sem meter medo em momento algum.

O fato é que desde o primeiro filme, de 1996, a série Pânico nunca se levou a sério. Isso é o que salva a franquia de cair de vez na ruindade. Craven, e o roteirista Kevin Williamson, sempre estão brincando com o que é sério e o que não é. Ainda, as inúmeras menções e easter eggs que permeiam toda a série estão calibrados neste quarto episódio, se tornando um atrativo a mais para os fãs da série, além da comédia, do canastrismo geral do elenco, e do pseudo-terror. Sidney (Neve Campbell) volta a sua cidade natal, onde toda a história dos ataques a assassinatos de Ghostface já se tornou folclore mais do que presente na vida dos cidadãos. Desta vez, nossa scream-queen vem a Woodsboro para lançar seu livro sobre todos aqueles acontecimentos de terror, o qual é um contraponto aos livros escritos pela ex-jornalista Gale Weathers (Courtney Cox), os quais deram vida à série de filmes metalingüística Stab.
Mas, sejamos sinceros, neste caso a história realmente importa? Tudo bem que há uma ou outra novidade, alguns elementos de tempos de Internet inseridos também, mas o que todos nós que vimos Drew Berrymore ser dilacerada na não tão longínqua década de 1990 queremos é ver gritos femininos, piadas politicamente incorretas, sangue de groselha e de certo alguma dose de nudez (feminina, obviamente). E isso pequenas traças, Wes Craven sabe fazer. O escárnio é tanto que até atores de uma série de filmes paródia, Todo Mundo em Pânico, fazem participações em Pânico 4.
Enfim, me diverti bastante durante a sessão, até porque o resto do público da sessão também ajudava, não havia sequer uma alma desavisada esperando uma obra-prima dos sustos. Até penso que os responsáveis pela série deveriam deixar de lado de vez possíveis sequências mais sérias, por que ver o Ghostface correndo atrás de alguém com uma faca, depois de ter visto Todo Mundo em Pânico alguma vez na vida, desperta nada além do que uma incontrolável vontade de rir.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 3

Som: 5

Geral: 2.5

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

Adquira a série Pânico no Submarino!

Deixe um comentário, ou trackback para o seu site.

4 Comentários para “Crítica: Pânico 4, de Wes Craven”

  1. Alexandre Skywalker disse:

    Mais uma vez, Fábio com suas críticas fodásticas…
    Adorei o filme, e concordo com o que você disse, consegue ser um ótimo filme de terror sem assustar em momento algum.

  2. Ninfa disse:

    nossa esse filme e excelente recomendo a galerinha que nao viu a verem esse filme… o site esta de parabéns bjsss galerinha 

  3. kelly vianna disse:

    este filme ensina sobre o que sao regras de um filme de terror,refilmagens,franquias etc ele ele é mais um terror educativo e perigoso pois pode desencadear em adolescentes ja frustrados vitimas de bulling,depressivos ideias como da personagem Jill.Por exemplo.Ja que a onda nao é mais suicidio mate os outros e não se mate!

Comenta aí, traça!

Powered by WordPress | Free T-Mobile phones at BestInCellPhones.com. | Thanks to Verizon Wireless, Facebook Games and The diet solution