Crítica: Independence Day, de Roland Emmerich

Sempre digo: poucas pessoas sabem destruir coisas com a elegância de Roland Emmerich. E foi arrasando cidades de forma original que este diretor alemão, fã de cinema fantástico e de aventura, estabeleceu seu nome como um dos grandes realizadores de filmes-catástrofe e de arrasa-quarteirões, literalmente! A fita que possibilitou tal fato é Independence Day (EUA/1996), onde Emmerich nos entrega altas doses de patriotada obtusa misturada a sequências de ação de tirar o fôlego.

A predileção do diretor por ficções científicas é clara, basta observar suas produções anteriores a Independence Day; citando: Soldado Universal, de 1992 e estrelando o bailarino-ator Jean-Claude Van Damme, e Star Gate (1994), com o sumido Kurt Russell. Em meados da década de 90, entretanto, boa parte do público de cinema não tinha tido ainda a chance de presenciar um grande filme que tratasse do tema “invasão extraterrestre de proporções globais”. Este fato, aliado ao uso de efeitos visuais simples, porém muito bem realizados, ajudou a criar uma das maiores bilheterias dos anos 90, e que atualmente ocupa a posição 21 em montante de dinheiro arrecadado em todo o mundo.

Próximo ao dia da independência americana, gigantescas naves começam a surgir no céu das maiores cidades do mundo, trazendo imediato pânico à população do planeta. Após este primeiro contato com as mega-naves, um engenheiro eletrônico advindo do MIT, interpretado por Jeff Goldblum (em sua terceira atuação em ficções científicas de destaque – vide A Mosca, de 1986, e O Parque dos Dinossauros, de 1993), descobre um sinal extraterrestre escondido dentro do nosso sistema de satélites, o que prenuncia um iminente ataque ao planeta. Obviamente, os ETs exterminadores e maus veem com tudo, e só nos resta lutar pela sobrevivência com uma resposta bélica, mesmo sabendo que a tecnologia de guerra terráquea nem por um segundo pretende arranhar as naves do povo além-atmosfera!

Apesar do pano de fundo patético e risível que aborda o patriotismo americano, além do final pouco crível, Emmerich conseguiu criar alguns dos momentos-ícone do cinema de ação estadunidense, escolhendo uma equipe de efeitos visuais que optou pela implementação mecânica e crua das sequências de destruição, num momento em que o CGI passava por um boom tecnológico. O conjunto de cenas da chegada alienígena ao planeta é simplesmente genial, bem como a forma em que são mostradas as cidades de Nova Iorque, Los Angeles e Washington sendo reduzidas a pó. O elenco (que além de Goldblum conta ainda com Randy Quaid, Will Smith e Bill Pullman) e o roteiro fraco atuam apenas de forma a dar suporte para que os efeitos visuais façam o trabalho; não dá para levar a sério um presidente americano ingênuo e que lidera um esquadrão de caças pilotando um deles, muito menos acreditar que o sistema operacional que os ETs usavam era pior que o Ruindows 95. Enfim, apenas desligue o cérebro e divirta-se. Como contraponto, vale lembrar a ótima sacada de Emmerich ao inserir algumas teorias da conspiração na história, em especial a mais famosa de todas, que versa sobre a queda duma espaçonave extraterrestre no deserto do Novo México em 1947, e a posterior criação da Área 51.

Infelizmente, Emmerich não conseguiu repetir o sucesso de ID4 dois anos depois com Godzilla, apesar de aplicar a mesma fórmula. De fato, o diretor vem alternando produções competentes (O Patriota, O Dia Depois de Amanhã) com filmes muito ruins (10.000 A.C.). No final do ano estréia 2012, onde veremos o diretor fazendo o que realmente sabe fazer: explodir coisas! Se for um passatempo divertido como ID4 foi, já está valendo.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 3.5

Som: 4.5

Geral: 2.5

*Imagens: Movie Picture Database

**Trailer:

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9 Comentários para “Crítica: Independence Day, de Roland Emmerich”

  1. Evilzin disse:

    um clássico da sessão da tarde, com certeza! E como diria o narrador:

    INÉDITO!!!

  2. Fábio disse:

    o filme tem quase 3 horas de duração, passou algumas vezes na sessão da tarde, com centenas de cortes

  3. Evilzin disse:

    Eu sempre notei uma diferença de tempo, entre a fita e o filme quando passava na TV.

    realmente, devem ter feito milhares de cortes, não só pra sessão da tarde.

    ; )

  4. Flyfish disse:

    Adorei o filme quando criança. Não arrisco ver de novo! rs…

    Isso que vocês falaram da duração, me lembrou que o dvd tinha bastante material extra, incluindo cenas cortadas e finais alternativos.

  5. Tarta disse:

    Esse é um clássico que pude assistir no cinemo. muito bom.

    Pra quem tem tv a cabo é fácil ver de novo. O ruim são os efeitos meio ultrapassados, mas o filme ainda é muito bacana.

    Ainda mais que o Will Smith acerta um supersoco no ET, Fantastico

  6. Fábio disse:

    eu vo no cinema tb, sai da sala maluco na epoca! fly, quais eram os finais alternativos?

  7. sérgio alves disse:

    Esse filme é um clássico..
    Gosto muito dos filmes do ator Will Smith..
    eu me sinto triste alguém criticar um filme desses plausíveis a outros filmes americanos, claro, pq ´não cabe ao nosso país poder comparar os filmes da qui com os de lá..
    Esse lance de patriotismo é normal nos filmes americanos, e eu já me acostumei.. é simples..
    É só os nossos deputados e governadores oferecerem tudo de bom pra nós, q eu viro patriota também..
    lá o governo deles oferecem tudo..
    Aqui só sabem roubar..

  8. O FILME É MARAVILHOSO COMO 2012 STARGATE O DI DEPOIS DO AMANHÃ E POR AI VAI É SIMPLISMENTE UM FILME ALIENIGENA COM BOAS DOSES CATASTROFES E MUITA AÇÃO VAMO AGUARDAR AGORA O NOVO DELE PESSOAL (SINGULARITY)

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