Crítica: Guerra Mundial Z, de Marc Forster

101070_galÉ difícil para um filme sobre mortos-vivos se sobressair atualmente. Com uma variedade grande de mídias abordando o assunto, desde jogos de videogame, quadrinhos e séries de TV, é preciso suar a camisa para produzir algo relevante. É neste momento que me pergunto, será que Guerra Mundial Z (World War Z/EUA, Malta/2013) teria a monta de grande filme do verão americano sem a presença de um astro como Brad Pitt? Eu pergunto, e logo respondo: não.

A overdose de universos zumbis na cultura pop, engatilhada (ou revivida) ainda nos anos 2000 por filmes como Madrugada dos Mortos e Extermínio, ao mesmo tempo que desenvolve um ambiente propício para a criatividade, também traz consigo uma enxurrada de histórias ruins. Gerry Lane (Pitt) é um ex-funcionário da ONU que tenta salvar a família durante o despertar de uma epidemia de uma doença parecida com a raiva, porém muito mais potente; ao mesmo tempo em que é chamado pelo ex-chefe para trabalhar em uma missão que pode resultar na cura.

Ou seja, é chavão atrás de lugar-comum, especialmente quando se emprega o artifício de usar a família do protagonista como força motriz de suas motivações, porém sem apresentar bem esta relação. Como já escrevi em outros textos, não se deseja um filme de zumbi que ganhe a Palma de Ouro em Cannes, o que se quer é que o ingresso tão caro valha a pena. Que haja um mínimo de entretenimento…  Aparentemente, não há um cuidado na realização do filme; a impressão deixada é que tudo foi conduzido de maneira extremamente burocrática, como se o público nem olhando para a tela estivesse. Não querendo ser ranzinza, mas já sendo, até o carro-chefe do arrasa-quarteirão – os efeitos visuais – são bem fracos.103382_gal

Com exceção de uma boa sequência em Jerusalém, não há muito mais o que salvar. Ora, não se sabe se a intenção do filme é causar sustos, ou é ser mais um exemplar do cine-tosqueira-zumbi. Zumbilândia, por exemplo, batia no peito e aceitava que era uma comédia, ou uma sátira; porém, quando um filme que pretende ser sério desperta risadas na sala de cinema o sinal de alerta tem que acender. Assim, além da computação gráfica rasteira e do melodrama chinfrim, o roteiro colapsa com soluções narrativas caídas do céu. O famoso malabarismo mirabolante vem para salvar a todos, ou Deus Ex Machina, como muitos críticos gostam de citar.

Todos estes artifícios denotam certa falta de respeito com quem sai de casa para prestigiar Brad Pitt e companhia. Guerra Mundial Z pode muito bem servir como um passatempo de sábado à noite em casa, um SuperCine talvez, quando você deixa ligada a televisão enquanto faz outras coisas e nem está prestando atenção direito. Como uma ida ao cinema, deixa bastante a desejar.

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 2.5

Som: 3

Geral: 2.5

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

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4 Comentários para “Crítica: Guerra Mundial Z, de Marc Forster”

  1. Neto disse:

    Finalmente alguém mandou o papo reto.

  2. saiD disse:

    Os argumentos críticos são sólidos, concordo com sua opinião. Me diverti vendo o filme, embora me pareça improvável que Jerusalém venha a cair justamente quando o personagem principal se encontra lá.

  3. takerofa disse:

    Só de pensar na sequencia, ai senhor

  4. djalma disse:

    A proposta de ser um bom entretenimento funcional, eu ao filme e não percebe a hora passar
    A trama e as boas autuações assim como as cenas de ação são muito bem aplicadas , realmente vale a pena ver

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