Crítica: G. I. Joe – A Origem de Cobra, de Stephen Sommers

G.I. Joe – A  Origem de Cobra (G.I. Joe – The Rise of Cobra/EUA/2009) é um legítimo exemplar da curta filmografia do diretor Stephen Sommers, cujo primeiro sucesso chegou às telas há pouco mais de 10 anos: A Múmia (1999). De fato, esta segunda adaptação neste ano da linha de bonecos da Hasbro ofecere na medida a diversão descerebrada que a garotada, de férias prolongadas devido à gripe suína, procura nas tardes de sábado de bagunça no cinema.

O que me levou primeiramente a ir assistir G.I. Joe foi a curiosidade: assim como no caso de Transformers, esta também é uma adaptação de uma série de desenhos animados, Comandos em Ação, seriado visto por 9 entre 10 meninos na virada dos anos 80 pros 90. Apesar de surpreso pelo título no Brasil não ter levado em conta o do desenho, o que poderia ter incentivado uma leva de marmanjos atrás de uma sessão nostalgia, entendo que a quase manutenção da denominação americana funciona como uma forma de não espantar o público-alvo, ou seja, gente com menos de 13 anos que nunca nem ouviu falar em Comandos em Ação.

Talvez a grande diferença entre os universos da série animada e seu correspondente live-action seja a forma como o patriotismo americano é tratado. Ainda estão lá o presidente idealista, o american way of life e afins; entretanto, enquanto o desenho sempre procurava encontrar formas de exaltar o soldado estadunidense, no filme há apenas o dualismo simplificado entre o mal e o bem, onde os mocinhos são heróis de diferentes nacionalidades, reflexo de um público que não engole mais o Capitão América resolvendo tudo sozinho.

História bastante simples e batida: fabricante de armas mauzinho, interpretado por Christopher Eccleston, deseja estabeler uma nova ordem mundial sob sua batuta, cometendo ataques terroristas para incitar o caos e o medo. Ele é ajudado pelo Doutor (Joseph Gordon-Levitt), personagem especialmente bizarro. Os capangas são a Baronesa (Sienna Miller, tão bonita que chega a doer)  e Storm Shadow, ninja branco interpretado por Byung-hu Lee. Neste momento, o exército de operações especiais G.I. Joe (the good guys) entra em combate. A equipe que nunca falha é composta por Heavy Duty (Adewale Akinnuoye-Agbaje, o Sr. Eko do seriado Lost), Snake Eyes ( o ninja negro de Ray Park), Duke (Channing Tatum), Scarlett (Rachel Nichols, ruivinha competente), Breaker (Saïd Taghmaoui) e Ripcord (Marlon Wayans, cumprindo o papel de eterno alívio cômico); todo esse batalhão capitaneado pelo General Hawk, interpretado por um Dennis Quaid bastante canastrão.

Não há muito o que se esperar de qualquer adaptação cinematográfica de uma linha de brinquedos, porém o que torna G.I. Joe assistível, o que não aconteceu com Transformers – A Vingança dos Derrotados, é que o filme bate no peito e aceita plenamente o fato de ser um pipocão, ou seja, não há qualquer compromisso com a seriedade ou com diálogos que nem por um momento fujam da banalidade; é diversão pela diversão pura e simples. Como é um filme de ação, há que se gastar algumas linhas tratando da parte técnica: som legal, bem editado e recomendo que o filme seja visto numa sala com sistema sonoro com um mínimo de decência para que todo o potencial de graves possa ser explorado; há farta distribuição de cenas de ação, e os efeitos visuais poderiam ter sido um pouco melhor trabalhados, mas o fato não chega a comprometer o resultado final. Uma sequência de ação em particular, que mostra uma perseguição nas ruas de Paris, diverte e empolga. Um mérito do filme também pode ser citado, que é apresentar um dos tecno-temas em voga, aplicações da nanotecnologia, de forma um pouco mais pé no chão, ou seja, apesar de o que é tratado no filme ainda estar no domínio da ficção científica, há um pouco mais de ciência frente ao conteúdo de ficção.

Apesar de facilmente esquecível um minuto após o fim da projeção, G.I. Joe funciona como um passatempo despretensioso. Mas, para a tristeza dos nossos bolsos, o final do filme abre espaço para a produção em linha de montagem de continuações. Fazer o que né? Melhor do que gastar em bonecos de plástico que perdem os braços na primeira queda ou ficam com a marca dos dentes do nosso irmão mais novo…

Notas (numa escala de 0 a 5):

– Imagem: 4

– Som: 4.5 (sala com certificado THX)

– Geral: 3

*O filme foi visto no Kinoplex Shopping Leblon (THX Certified), Av. Afrânio de Melo Franco, 290, 4o Piso, Leblon, Rio de Janeiro – RJ.

**Imagens:  Rotten Tomatoes

**Trailer:

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Sem comentários ainda para “Crítica: G. I. Joe – A Origem de Cobra, de Stephen Sommers”

  1. Raphael Redfield disse:

    Não entendi porque você colocou uma nota 4, 4,5 e 3, por tudo que disse, imagieni 2,2,2…rs
    Bom todos meus amigos gostaram bastante do filme, até mesmo os veteranos que brincavam com Comandos em ação, acharam bem produzido.

  2. Fábio disse:

    Entonces:
    -Imagem: 4, os efeitos poderiem ser um pouco melhores, mas, como eu disse não chegam ser ruins.

    -Som: 4.5, a edição sonora e os efeitos sonoros são muito bons.

    -Geral: 3, apesar do filme não ser bom, atinge a proposta de diversão simples. as muitas sequencias de ação são em geral bem realizadas, uma ou outra realmen te divertem.

  3. Flyfish disse:

    O filme deveria ter sido entitulado como Comandos em Ação mesmo. Ou até ficado com um subtítulo destes. Acho que até me animaria mais a assistir.

    Esse tipo de filme já não me anima mais a ir ao cinema. Ainda mais porque aqui em Maceió não tem essas salas com som decente que você tanto fala. rs

    Acho que de tudo, o que me restaria de motivação seria ver o Darth Maul como ninja. rs

  4. Fábio disse:

    hahaha, qd sair a hexalogia em 3D o george lucas vai colocar o darth maul decepando cabeças com uma hatori hanzo.

  5. Raphael Redfield disse:

    Ah sei lá, acho que nos dias de hoje ninguém mais faz filme por fazer, tudo Marketing, por isso que nem acho necessário reclamar se ele é filme, como dizem, “Pipoca”, porque já custa uma bagatela fazer, os caras querem lucrar…rs
    Eu já nem me impressiono mais, apenas mais um filme adptado, os comandos tem tipo 500 personagens…rs…não se pode esperar nada realmente disso.
    Muitas vzs o enredo nem importo, muito menos um fato o outro, hoje vale mais fazer o povo chegar em casa e aconselhar que os amigos vejam, só pra isso mesmo.

  6. GI Joe – The Rise of Cobra, certo? Então: Comandos em Ação – A Cobra Vai Subir

  7. Fábio disse:

    hahahahahaha

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