Crítica: Filha do Mal, de William Brent Bell

Tenho uma dificuldade imensa em assistir filmes de exorcismo. Quem acompanha o Gaveteiro sabe que sou fã assumido de O Exorcista (1973), e como o filme de William Friedkin desempenhou papel crucial na forma como enxergo cinema sempre quero compará-lo com qualquer outro filme que trate de possessões demoníacas. Besteira, eu sei, mas é natural tomar a excelência como um ponto de referência, seja qual for a área que estejamos discutindo ou analisando. De qualquer forma, quando cineastas enveredam por esse caminham acabam sendo geralmente relapsos, e eis que surge Filha do Mal (The Devil Inside/EUA/2012), filme que pega carona na febre mockumentary mas que não chega nem perto de propiciar o impacto causado por outros filmes do gênero, como Cloverfield ou [REC].

Isabella (Fernanda Andrade) participa de um projeto de um cineasta que a acompanha em uma viagem a Itália para tentar entender o que houve com a própria mãe, internada em um manicômio do Vaticano sob a acusação de ter assassinado três religiosos durante um ritual de exorcismo. Acompanhamos a garota em suas incursões em cursos de exorcismo para padres e como ela se envolve com dois religiosos que realizam esses rituais sem a autorização da Igreja Católica. Por falar nisso, boa parte da divulgação do filme foi em cima de mote “o filme que não foi autorizado pelo Vaticano”, marketing rasteiro e inócuo em uma época onde o público-foco de filmes de terror é fortemente bombardeado por informações, e sabe como se informar sobre o que escolher para ver no cinema.

Odeio gente que assiste a um filme de terror e começam a gargalhar durante a sessão. Por mais que o filme seja ruim, geralmente, quando a película se leva a sério o riso não surge tão facilmente. Observem que não incluo neste grupo aqueles filmes do gênero “terrir”. Mas, infelizmente, algumas passagens de Filha do Mal são tão toscas que despertam aquela vontade de abrir um sorriso… E isso é fatal para qualquer filme que tenha qualquer pretensão de meter medo.

Não digo que tudo seja ruim. Há uma cena de exorcismo de uma garota em um porão, totalmente sem nexo, mas que visualmente funciona. Os atores também não comprometem, mas infelizmente, aquilo que se busca quando se vai atrás de um terror – sentir medo ou pavor – é inexistente em Filha do Mal. Se quiser conferir, não recomendo que seja pagando as entradas de valor exorbitante dos cinemas atualmente….

Notas (numa escala de 0 a 5):

Imagem: 3

Som: 3

Geral: 1.5

*Imagens: Rotten Tomatoes

**Trailer:

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3 Comentários para “Crítica: Filha do Mal, de William Brent Bell”

  1. Igor disse:

    Fábio, é filme pra assistir em torrent? Kkkkkkkkk

  2. Daniel Lopes disse:

    Filmesinho que chama a atenção pelo trailer, mas no fundo é muito fraquinho. .

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