Crítica: Dead Space Aftermath

Para quem acompanha o mundo do vídeo game nos últimos anos, o nome Dead Space deverá ser reconhecido. Bebendo pesadamente da fonte de filmes de terror e ficção científica como Alien, o Oitavo Passageiro de Ridley Scott e O Enigma do Outro Mundo de John Carpenter, Dead Space conta a história de Isaac Clarke, um engenheiro que é despachado para a nave Ishimura após esta perder a comunicação próxima à colônia de Aegis VII. A missão de Clarke e da tripulação que o acompanha é descobrir o que causou a queda das comunicações, consertar quaisquer problemas que a Ishimura tenha sofrido e garantir um retorno seguro para a nave. O que eles não sabem é que o que causou a queda das comunicações foi uma forma de vida alienígena, que transforma cadáveres humanos em monstros chamados de necromorphs. A semelhança com Alien e The Thing fica mais clara agora?

Mas este é o plot do jogo. A animação Dead Space Aftermath se passa imediatamente depois dos eventos ocorridos na Ishimura. Portanto, se você pretende se manter livre de spoilers do que ocorreu com Clarke, esse é seu ponto de parada.

Eu avisei.

Após Isaac Clarke sobreviver ao encontro com os necromorphs na Ishimura, ele acredita ter destruído o Marker, um grande artefato alienígena que causa a mutação dos cadáveres humanos nos monstros sanguinários. No entanto, pedaços do Marker sobreviveram e o governo da Terra quer colocar as mãos neles para propósitos escusos, numa imitação da organização Wayland-Yutani da cinessérie Alien. Para esse propósito, a nave O’Bannon é enviada até o instável planeta Aegis VII para resgatar tais resquícios do objeto alienígena. A animação é iniciada, no entanto, no fim de tal missão. Começamos com uma outra nave, essa transportando fuzileiros em meio a pedaços do planeta despedaçado e cadáveres à deriva no espaço. Ao entrarem na O’Bannon, os fuzileiros dão de cara com um cenário de carnificina e apenas quatro sobreviventes de uma tripulação que previamente consistia de 137 pessoas.

De acordo com que cada sobrevivente revela os terríveis acontecimentos que transpareceram na O’Bannon, cada um de seus flashbacks são prestados em quatro estilos únicos de animação coreana. Numa narrativa que nos remete à Rashomon de Akira Kurosawa, cada sobrevivente revela sua versão dos fatos, desde o encontro do fragmento de artefato até o surgimento dos necromorphs, o massacre da tripulação e por fim o resgate. Infelizmente, os quatro personagens principais não possuem grande personalidade e a variação entre cinco tipos de animação durante todo o filme torna os problemas ainda maiores.

Para começar, a narrativa do “tempo presente” de Dead Space Aftermath é contada através de um CGI horroroso. As pessoas são toscamente desenhadas, os movimentos não são nada naturais e tudo parece esquisito. Quando passamos para os segmentos de cada um dos sobreviventes, todos os visuais mudam bruscamente. Uniformes, equipamento, até mesmo os próprios personagens não parecem nada com suas versões vistas nos outros flashbacks. A falta de uma trilha sonora interessante mata um pouco mais a personalidade do filme e, por fim, tudo o que resta é um roteiro relativamente interessante para quem conhece os jogos, mas nem um pouco inovador ou criativo. Some a isso tudo uma dublagem sem nada de interessante e BAM. Você tem o equivalente cinematográfico de um chuchu: você come (no caso, assiste), mas não tem gosto de absolutamente nada.

É uma pena que tenha sido feito uma animação tão insossa para jogos tão incrivelmente divertidos. Aliás, eu já comentei que Dead Space se trata de terror e ficção científica, certo? Os jogos conseguem te matar do coração com sustos e ambientes aterrorizantes a todo momento. A animação? Sequer aqueles sustinhos clichés de filmes ruins de terror ela consegue te dar.

Quer dizer… A não ser que você se assuste com o quão ruim aquele CGI é.

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2 Comentários para “Crítica: Dead Space Aftermath”

  1. Raphael Redfield disse:

    Eu assisti o Downfall agora esse ate desanimei de ver, deveriam parar com essa mania de fazer filmes de jogos, poxa isso não dá certo seu bando de burros..rs

    Jogo sempre vai ser melhor, pior que eu li que vai ter um em live action, fiquei e estou com medo, MUITO medo.

  2. Jc disse:

    realmente o filme é bem fraco e meio confuso, quem esperava ver mais sobre o isaac se frustou grandemente, no mais quem vai pro dead space 2 como eu é necessario ver o filme, apenas isso

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