Vivi Vendo: Natsume Yuujinchou

natsume yuujinchou

Gosto de animes com temática escolar. Também gosto de animes com temática espiritual, não que falem sobre espíritos malignos e coisas assustadoras, mas sim daqueles que tratam dos espíritos que permeiam o cotidiano dos orientais em geral (por ex.: espírito do trovão, das árvores, do vento, etc). Se o anime tiver todos esses elementos juntos e mais uma pitada de comédia, pronto, vou assistir com certeza. E foi assim que Natsume Yuujinchou me conquistou.


Sinopse básica: O anime conta a vida de Takashi Natsume, um estudante aparentemente normal. Takashi tem um passado (presente também) muito triste que ele tenta esconder de todos, afinal, quando se tem o dom de ver espíritos, passar por mentiroso e sofrer preconceito é algo que você quer evitar a todo custo. Quando criança, ele não conseguia esconder que possuía esse dom e era frequentemente hostilizado por todos à sua volta. Órfão,  ninguém da sua família queria ficar com ele, pois achavam que ele sempre trazia muitos problemas. Quando finalmente ele encontra uma família que se importa com ele e tudo começa a dar certo, coisas estranhas começam a acontecer. O dom de ver espíritos que Takashi possui, vem de sua avó, Reiko. A confusão da vida de Takashi começa para valer quando, ao mexer nos pertences que sua avó lhe deixou como herança, ele encontra o livro dos amigos. Eu poderia explicar o que é esse livro dos amigos, mas se vocês assistirem, descobrirão logo nos primeiros episódios. O anime tem 04 temporadas, com 13 episódios cada.
Pelo que eu disse no início, dá para imaginar o quanto gostei desse anime. Assisti todo em 1 final de semana, praticamente. No início achei que era uma cópia de xxxHolic, e não estava botando muita fé. Ainda bem que minha curiosidade insistiu para que eu assistisse ao primeiro episódio. Além dos elementos que já citei no início, a trama é muito boa e não fica recorrendo a romances melosos. Não que eu não goste de animes de romance, mas acho que nesse, não cabia nenhum. Também disse que o anime tem pitadas de comédia, mas também tem muito drama. Chorei litros com os flashbacks do Takashi da época em que era criança, e com a história de outros personagens também. A história não tem antagonista fixo, o que me agrada pois acaba dando mais agilidade à trama, mas tem alguns antagonistas bons que poderiam ser mais bem explorados que acabam não o sendo, justamente por isso.
Simplesmente adorei Natsume Yuujinchou, mas tenho que admitir que não é um anime para qualquer um. Para mim a história é muito fácil de ser compreendida e os elementos não me causam estranheza, mas, para aqueles que conhecem pouco da cultura oriental, talvez seja um pouco “esquisito” ver o personagem principal interagindo com um gato que mais parece um maneki neko gordinho do que um animal de verdade ou um cara com uma cabeça gigantesca e um bigodinho francês.

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3 Comentários para “Vivi Vendo: Natsume Yuujinchou”

  1. Philippe disse:

    Também adoro esse anime. Mas, como você disse, não é pra qualquer um. Ele é cheio de melancolia, é um pouco lento, e é todo centrado nos dramas do Natsume e dos youkai.
    Sabe qual anime me lembra? Mushishi. Você conhece? Eu adoro Mushishi, na verdade é meu anime preferido.

    • Vivi disse:

      Oi, Philippe!
      Não conheço esse anime, como ele é?

      Abraço!

      • Philippe disse:

        Oi Vivi,

        Mushishi é o termo usado para “caçador”, ou “colecionador” de Mushis. Os Mushis são criaturas o mais próximo possível da essência da vida, muito próximas, portanto, da própria morte, ou da inexistência. Podem ser criaturas minúsculas, parecidas com insetos, ou enormes, como um pântano, ou um lago. O Mushishi protagonista do anime é Ginko, um andarilho solitário que, diferentemente da maioria das pessoas, consegue ver os mushis, e capturá-los; eles, às vezes, por estar em contato com a vida em si mesma, e, como eu disse, com a própria morte, perturbam a vida regular e causam danos. O anime é profundamente poético e, diferentemente de animes como o Natsume Yuujinchou, ou os filmes do Miyazaki, onde as criaturas fantásticas são inspiradas na mitologia japonesa (salvo engano), esses mushishi, até onde sei, não são parte do xintoísmo, nem recebem nenhum culto. Não se fala em youkai, por exemplo, em Mushishi. Tem uma coisa de realismo mágico, se é que a expressão não é muito imprópria. É muito bom.

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