Havia muita expectativa pelo retorno de Ridley Scott ao sci-fi, potencial este criado em sua grande parte pelos fãs da série Alien, que esperavam em Prometheus (EUA/2012) uma revolução neste gênero tão carente de bons representantes. Todo este falatório desembocou em uma enxurrada de críticas mornas (muitas delas negativas), e, a meu ver, bastante injustas com um filme que é bem melhor não só do que a maioria das ficções científicas que aportam nos cinemas vez ou outra, mas também do que grande parte do que se vê na tela grande.
10 Comentários


junho 23rd, 2012
Fábio Nazaré
Em 1997 Barry Sonnenfeld e Steven Spielberg se uniram para levar às telas uma desconhecida Graphic Novel da editora Malibu, resultando num dos filmes mais originais da década de 1990: Homens de Preto. O sucesso daquele filme reside essencialmente na novidade que se apresentava naquele momento; tínhamos extraterrestres diferentes, humor bem encaixado e ácido, efeitos visuais de primeiríssima qualidade e uma estrela carismática e em ascensão – Will Smith. Ou seja, muito dinheiro ganho e plateias satisfeitas. Quinze anos após este feito, e depois de uma continuação bem meia-boca, chega aos cines Homens de Preto 3 (Men in Black 3/EUA/2012), uma tentativa de novamente levar os fãs da série ao cinema e criar um novo público para os filmes dos agentes J e K, mas que patina em um roteiro confuso e aparentemente desenvolvido de forma desleixada.

Se o 

No último dia 14 de março o Gaveteiro esteve presente no 1° Prêmio da Dublagem Carioca, evento que ocorreu no tradicional Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, e cujo objetivo foi premiar os artistas e técnicos ligados ao exercício dessa profissão em estúdios cariocas durante o ano de 2011. Fato inédito em terras fluminenses, a premiação segue uma tradição já bem estabelecida em São Paulo, onde a consagração anual de dubladores, operadores de áudio e mixadores já acontece há algum tempo. Com a promessa de ser uma noite carregada de homenagens, e principalmente, uma forma de valorizar importantes profissões ligadas ao audiovisual (mas geralmente pouco conhecidas pelo grande público), o Prêmio idealizado pelos dubladores Maíra Góes e Marcelo Garcia proporcionou momentos de rara emoção para qualquer um que acompanhe e aprecie a “versão brasileira”. Para este que vos escreve, em especial, a nostalgia permeou todo o evento, propiciando uma noite sem igual para um declarado fã das artes audiovisuais.
Lembro muito bem de estar na primeira sessão de A Ameaça Fantasma (The Phantom Menace/EUA/1999) nos idos de 1999, com toda a empolgação para novamente mergulhar naquele mundo de fantasia criado por George Lucas, e que por tantas Sessões da Tarde ajudou a definir a memória cinematográfica de tantos apaixonados pela sétima arte. O que eu não lembrava era de como essa primeira parte da saga da família Skywalker era tão ruim… Ora, pensei: “Star Wars … (ou Guerra nas Estrelas, como conhecemos a série na infância) em 3D no cinema, uma boa oportunidade de rever os filmes na telona, ainda mais em terceira dimensão. Não é possível que a Lucasfilm fizesse uma conversão mal feita, no quesito técnico Lucas sempre fora impecável!”. Ledo engano.




