Desenterrando Tranqueiras: Nintendo, Sega e as Locadoras

Com certeza você, gamer com seus vinte e poucos anos, lembra que as gerações dos 8 e 16 bits foram, ambas, marcadas pela briga entre Nintendo e Sega, duas gigantes no mercado de vídeo games. Apesar de muitos idolatrarem o Atari, acredito que as gerações em questão foram as principais responsáveis por o mundo dos jogos eletrônicos estar da forma que conhecemos hoje.

O que aconteceu nesta fase foi uma notável luta entre duas empresas para dominarem um mesmo público: crianças e jovens, nerds (alguns nem admitiam isso na época), enlouquecidos para ficarem até de madrugada jogando e mais tarde tirarem notas vermelhas no colégio. A Nintendo nos oferecia encanadores numa missão para salvar a princesa das garras de um lagarto gigante. A sega nos apresentava o porco espinho mais veloz do mundo. Foram tempos bizarramente divertidos.

Mesmo naquela época eu odiava as exclusividades. Iniciei a minha “insocialização” no Master e mais tarde troquei por um Super Nintendo. Queria jogar Sonic, mas não podia me desfazer do Super Mario World, joguinho viciante. Isso chegava a ser chato, mas dava certo charme àquela briga de marcas. Não parecia – apesar de que era – algo 100% comercial, como vemos hoje em dia. E de qualquer forma naqueles tempos tínhamos uma poderosa ferramenta que hoje se encontra praticamente extinta: as locadoras!

Veja bem, não falo do serviço principal de alugar um cartucho e levar para casa. Me refiro ao que muitas locadoras da época faziam. Você pagava alguns trocados para a “moça” e podia ficar uma hora jogando vários games enquanto sua cota não estourasse. Meio parecido com o que as lan houses são atualmente. Mas por algum motivo, dividir a tela da TV de 14 polegadas com um amigo era mais divertido do que jogar Counter Strike com várias pessoas em uma lan (nas devidas proporções das épocas). E quando aparecia um lançamento? Lembro que quando surgiu o “Street Fighter II: something-edition” foi a maior febre. Tínhamos que esperar horas até algum moleque ficar sem mesada e largar o controle.

Infelizmente, ou felizmente, os vídeo games já não são meros brinquedos. A conseqüência disso é a extinção deste negócio, das antigas locadoras, que acabou ficando quase esquecido em uma gaveta  do meu cérebro chamada “nostalgia”.

Deixe um comentário, ou trackback para o seu site.

7 Comentários para “Desenterrando Tranqueiras: Nintendo, Sega e as Locadoras”

  1. Fábio disse:

    Lembra que tinha que soprar o cartucho pra ele voltar a funcionar? hehehe. Eu ficava puto porque a Sega não tinha os direitos do Super Star Soccer (eu possuía um mega drive, o qual ainda encontra-se em estado jogável, hehe), jogo infinitamente melhor que o Fifa Soccer. Ahh, algumas locadoras também eram meio barra pesada, ficava um monte de mala jogando mortal kombat…

  2. Raphael Redfield disse:

    Mas no caso de locar e jogar na hora, ainda tem isso, pelo menos em SP, não exatamente escolher os jogos,quem é daqui conhece o Playland, tem vários jogos, Street Fighter, House of the dead, Mortal Kombat, pros mais pop tem o Pump It, vc paga pra jogar e ganha no final uns tickets pra trocar por coisas.

    Pra mim locadora de video game, nossa acho que descobri milenios depois, nem lembro dessa de jogar lá, eu que me lembre alugava em uma faz uns 4 anos, de Game Cube pra ter uma ideia.

    Mas hj todo mundo baixa da internet, zera e exlcui do Pc, sem contar o piratex da vida, vc paga 5 conto se for bom se joga até o CD zuar, se for ruim joga fora ou fica jogado

  3. Evilzin disse:

    É impressionante como o desenterrando abre a gaveta da nostalgia mesmo. A briga entre as fabricantes, a briga de consoles, a Atari falindo, a Sega e a Nintendo mostrando o que não fazer com o dinheiro e o que fazer, respectivamente. Hoje, todos esses “dinossauros” dos jogos são parceiros. Temos os “Sonic & Mario” da vida, temos os jogos Multi-Plataforma produzidos pela Atari, que convenhamos, são muito bons. A equipe da Atari soube se aliar às produtoras pequenas, como a tri-Ace e a Quantic Dreams para fazer jogos perfeitos como Fahrenheit (Ps2; PC; XBox e XBox 360, 2005).

  4. Flyfish disse:

    Nossa, Fábio. Tinha maluco que até lambia aquela placa dos cartuchos! hahaha

    Eu tinha um Ultimate Mortal Kombat para Snes que tinha que ter todo um ritual para funcionar. Tinha que deixar o vídeo game ligado esquentando por uns minutos… rs

  5. Goldfield disse:

    Pô, pode crer!

    Eu ainda peguei o finalzinho dessa era, hehe! Joguei muito SNES, Mega Drive, até o começo da era Playstation 1… Saudades!

    Quem se lembra das revistas de games, também? Cheias de novidades e truques. Super Game Power, Ação Games, Game Pro, X-Games…

    Hoje com a net elas ficaram praticamente obsoletas.

  6. Aiken Frost disse:

    Pôôô… Ação Games, bons tempos…

  7. Tiago Verde disse:

    Verdade, eu tinha uma assinatura da ação games, que revista boa.

Comenta aí, traça!

Powered by WordPress | Free T-Mobile phones at BestInCellPhones.com. | Thanks to Verizon Wireless, Facebook Games and The diet solution