GavetaGrid – As principais mudanças nos carros da F-1 e algumas novas regras

Olá pessoas! Aqui é o Igor (o irmão do Diego Flyfish) e essa semana vamos nos aprofundar nas novidades que experimentaremos na F-1, temporada de 2011. As várias mudanças não estão só no regulamento, mas, principalmente na mecânica, design e equipamento trazidos nos carros. Comentaremos sobre os pilotos e equipes na próxima semana, uma vez que nem todos os postos do Grid estão ocupados para esta temporada. Apertem os cintos e vamos às novidades!

KERS

É um equipamento de reaproveitamento/conversão de energia. Foi usado por algumas equipes na temporada de 2009 e volta com tudo este ano à F-1. Seu funcionamento consiste em captar o calor gerado nas frenagens dos carros (os freios funcionam em temperaturas altíssimas), convertendo-o em energia elétrica, que, por sua vez, é armazenada em baterias. Essa energia convertida e armazenada poderá ser utilizada pelo piloto para aumentar a potência de seu carro durante alguns segundos por volta, tal como fazíamos com o turbo do TOP GEAR (saudades do meu SNES)! O revés da tecnologia é que além de ser de desenvolvimento muito caro (comprometendo o seu uso pelas equipes mais “pobrezinhas”) tem um peso – 60Kg – difícil de equilibrar no leve carro de corrida (que pesa cerca de 640Kg no total).

Localização do Kers


ASA TRASEIRA MÓVEL

Outra novidade fantástica! Permite ao piloto que esteja a menos de 1 segundo atrás de outro carro, através de um comando no volante, modificar a inclinação da sua asa traseira no intuito óbvio de diminuir a pressão aerodinâmica frontal (a força gerada pelo vento), ganhando, assim, cerca de 12Km/h a mais que o seu oponente, então facilitando a ultrapassagem. Entretanto, como comentado, o uso do equipamento é limitado ao piloto que ataca e, somente por uma faixa de 600 metros de pista (normalmente em retas). A intenção dos dirigentes da categoria é que a introdução desta peça que permita a mobilidade da asa traseira favorecerá o show de ultrapassagens que encantou os espectadores do esporte no campeonato passado. Coitados dos pilotos que tem mais dois botões a apertar com o KERS e a asa traseira.

Asa traseira móvel

Nova regra: 107%

Depois de passados quase 10 anos, a regra dos 107% de aproveitamento volta à F-1. Na prática, é a imposição de bom desempenho aos pilotos e carros mais fracos em cada um dos Grande Prêmios disputado, ou seja, levando em consideração o tempo do Pole Position (o piloto mais rápido nos treinos classificatórios, os quais definem as posições de largada), somente estaria no Grid o competidor que não excedesse em 7% o primeiro tempo. Por exemplo: se a volta mais rápida do treino classificatório for de 1:40’000”* (determinando os 100% de aproveitamento), somente comporá a largada os pilotos que cravarem, no máximo, 1:47’000” (até 7% acima do carro mais rápido).

* Leia-se: 1 minuto, 40 segundos e 000 milésimos.

PNEUS

Este ano os bólidos (os carros) serão calçados com pneus Pirelli, que voltam ao esporte depois de vários anos de hegemonia da Brigestone. Os pneus Pirelli serão comuns a todas as equipes, as quais tem que desenvolver seus carros tendo como base esta peça essencial. A Pirelli fornecerá seis tipos diferentes de pneus à F-1: um para chuva pesada, um para pista molhada/úmida e quatro para pista seca, variando a composição da borracha para super macia, macia, intermediária e dura (quanto mais dura a borracha, maior a durabilidade do pneu, quanto mais mole for, maior o desempenho carro). Há quem diga que o melhor carro é aquele que nasce em maior harmonia com os pneus… Será?

Pois bem. Essas são as principais mudanças para o campeonato deste ano. Outras dizem respeito ao equilíbrio dos carros, distribuição de peso e outras coisas chatas que não serão lembradas durante a emoção das provas. O mais legal é que a cada ano disputado, o volante de um carro de F-1 ganha mais botões que um console de vídeo game, implicando ao piloto a união entre a habilidade de dirigir e a de comandar as várias funções que ele dispõe em seu monoposto (marchas, balanço, distribuição de peso, asa traseira, KERS, comunicação com a equipe, limitador de velocidade nos boxes, sensor de largada, “suquinho” e muuuuuito mais…). Acho que às vezes o que eles queriam mesmo era um botão de PAUSA, deixar uma banana ou casco para trás! Olha só que loucura é o volante da equipe McLaren para a temporada que se avizinha…

Volante dos carros McLaren em 2011

E por último, uma outra nova regra (que já existia meio que na ilegalidade): está permitido o “jogo de equipe” nesta temporada, vez que o time poderá dar ordens (por rádio) aos seus pilotos durante a prova para que estes permitam a ultrapassagem de seu companheiro (por exemplo), quem, naturalmente, será favorecido no campeonato, pois todo grande herói precisa de um bom escudeiro (até 2010 a troca de posições entre pilotos de uma mesma equipe era considerada ilegal na F-1, a não ser se em clara disputa estivessem os dois). Chega de conversinha e até a próxima!

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