GavetaGrid – O Grande Prêmio da China

Olá, olá pessoas! Ficamos sem dormir a noite passada para reportar-lhes, em primeiríssima mão, todas as emoções do terceiro GP da temporada 2011 da F-1, o Grande Prêmio da China, disputado no veloz circuito de Xangai, às 04h00min no horário de Brasília. De antemão já lhes adianto que a corrida fora fantástica, muito melhor do que as duas etapas anteriores disputadas nesse calendário. Mas chega de papo besta e vamos à corrida.

Confirmando a sua excelência em treinos,  o alemão Sebastian Vettel, já comentado por nós, da equipe Red Bull, largou mais uma vez na pole position, ao lado do inglês Lewis Hamilton da McLaren. A vantagem da fabricante de energéticos não durou muito, pois antes da primeira curva disputada, Vettel já havia caído para a terceira colocação, tendo sido ultrapassado por ambos os pilotos da equipe McLaren. O brasileiro Felipe Massa (da Ferrari) também largou bem, superando imediatamente o seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, com quem trocou posição.

Curiosamente, Hamilton por pouco não teve a sua corrida comprometida ainda antes da largada, com um sério vazamento de óleo do seu motor Mercedes-Benz. O problema fora identificado antes da saída dos boxes e os mecânicos da McLaren precisaram se apressar para que o piloto inglês conseguisse alinhar seu carro no grid. Hamilton saiu dos boxes para a largada sem parte da carenagem de seu carro a exatos 30 segundos do fechamento do pit lane, o que o obrigaria a largar dos boxes, na última posição.

Logo após os primeiros giros da corrida, ficou claro que os carros da Red Bull não estavam utilizando o  equipamento KERS, ou seja, durante cerca de três segundos por volta, deixavam de despejar 80 cavalos de potência a mais no motor Renaut, comprometendo a sua clara superioridade na classificação de sábado, quando o equipamento funcionou a contento. Claro também ficou que a McLaren já possui conjunto muito competitivo para a temporada e acertos vencedores para corridas.

O que também surpreendeu fora a clara evolução da equipe Mercedes, que na China demonstrou estar no mesmo patamar da equipe Ferrari. Inclusive, ambas as escuderias protagonizaram ótimos momentos de disputa: na superação de Alonso sobre o alemão Michael Schumacher ainda na primeira metade da corrida e na ultrapassagem de Nico Rosberg, também alemão, sobre Felipe Massa na metade final.

Certamente, as constantes trocas de posição vistas na China foram fruto das alterações no regulamento de 2011 da F-1, com a adição dos facilitadores de ultrapassagens (asa traseira móvel e KERS) e complicadores de estratégia (pneus com acelerado desgaste), somadas à imensa reta oposta do traçado de Xangai, a maior reta da F-1 atual.

Como Vettel, ambos os carros da Ferrari adotaram a estratégia suicida de fazer apenas duas paradas nos boxes. Com isso, Massa chegou a brigar pelo pódio, mas não conseguiu manter o bom rendimento no final da prova, terminado em sexto lugar, à frente de Alonso, o sétimo colocado. Inclusive, talvez se Massa tivesse partido para três paradas, como fez a dupla da McLaren, experimentaria melhor sorte, vez que se mostrou bastante combativo até o último terço de prova, quando fora ultrapassado quatro vezes, na seguinte ordem: Hamilton (o vencedor), Button (o quarto), Rosberg (quinto) e pelo australiano Mark Webber, da Red Bull (terceiro). O brasileiro Rubens Barrichello, da Williams, completou a prova em 13º.

O grande destaque em Xangai, sem sombra de dúvida, fora Webber. Largando na 18ª colocação e chegando em terceiro, bem próximo do vencedor e segundo colocado (destaque-se!), o australiano mostrou a competência que lhe faltou nas provas anteriores, promovendo parte do espetáculo visto em estratégia e ultrapassagens. Por outro lado, o momento galhofa da disputa ficou com Button, que tentou realizar seu pitstop em equipe diferente da sua, assustando os mecânicos então preparados para a parada de Vettel, na Red Bull… Deviam ter dado um energético para ele (rs).

A emoção no final da prova ficou por conta da ultrapassagem de Hamilton sobre Vettel. O inglês tirou toda a vantagem que os separava volta a volta e (praticamente) não encontrou resistência do alemão, que já sustentava pneus muito degradados e sofria uma perda de desempenho semelhante da qual acometeu Massa no último terço de corrida.

Confira aqui a colocação final e geral do GP da China:

1°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 56 voltas

2°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 5s1

3°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 7s5

4°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 10s0

5°. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 13s4

6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 15s8

7°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 30s6

8°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 31s0

9°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 57s4

10°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1min03s2

11°. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1min08s7

12°. Nick Heidfeld (ALE/Renault), a 1min12s7

13°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 1min30s1

14°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1min30s6

15°. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1 volta

16°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault), a 1 volta

17°. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1 volta

18°. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 1 volta

19°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault), a 1 volta

20°. Jérome D’Ambrosio (BEL/Virgin-Cosworth), a 2 voltas

21°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 2 voltas

22°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 2 voltas

23°. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) a 2 voltas

24°. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), Abandonou

Agora, a F-1 terá uma pausa de três semanas até a próxima disputa, que será realizada na Turquia, em 08/05/2011. Até lá, comentaremos as atualizações dos carros, curiosidades e fatos que envolvem os bastidores da categoria. Um grande abraço e nos vemos semana que vem!

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