GavetaGrid – As equipes e seus novos carros (parte 1 de 2)

Olá ratos e traças, ói-nóis-aqui-trá-veiz para comentarmos um pouco sobre o que gera mais fascínio na F-1: as equipes e seus novos carros! Essas são as máquinas automobilísticas dotadas da mais alta tecnologia existente, de fato, compõem a elite do esporte a motor mundial. Nesta primeira parte (de duas), faremos uma rápida análise de seis das doze equipes do grid de 2011, especialmente as mudanças estéticas que os carros sofreram em comparação com a temporada de 2010. Que ronquem os motores!

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FERRARI (carro: 150° ITALIA) – Motor Ferrari

A Ferrari foi a primeira equipe a apresentar seus carros para a temporada 2011, talvez na tentativa de correr atrás do prejuízo que fora o ano de 2010, já que chegou àquela última corrida como a grande favorita ao mundial de pilotos (com o espanhol Fernando Alonso liderando o campeonato até então). A derrota para a equipe Red Bull na última prova de 2010 (onde Sabastian Vettel se sagrou campeão) incentivou a Ferrari no desenvolvimento do novo carro que, certamente, já nasceu vencedor. A visível tendência, iniciada pela Ferrari em 2011, é o design mais “limpo” (sem os apêndices aerodinâmicos), bico largo alto e entrada de ar superior mais larga, terminada com uma pequena barbatana pontuda triangular. A nova pintura ostenta o escudo redesenhado da marca italiana ao invés do logo em código de barras de seu histórico patrocinador Marlboro (visto que as propagandas de cigarro são proibidas na F-1). Finalmente, a Ferrari é também a equipe do brasileiro Felipe Massa.

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MERCEDES-BENZ (carro: W02) – Motor Mercedes-Benz

Forte candidata ao título de 2011, a Mercedes inova no design de seus bólidos para o corrente ano. Claramente se percebe que a asa dianteira traz sensíveis modificações frente ao modelo do ano anterior, com curvas sinuosas e desenho bastante agressivo. A equipe, que também é conhecida como “Flecha de Prata”, traz também uma nova pintura, acrescentando totalidades de verde que deixaram a aparência do carro mais fluida e harmoniosa. Acompanhando as novas tendências, o modelo atual incorpora entrada de ar superior maior e bico largo elevado. Importante frisar que este carro fora construído para o estilo de pilotagem de Michael Schumacher (com tendência a sair de traseira, ou seja, maior força aerodinâmica exercida na dianteira), que retornou à categoria em 2010, depois de 3 anos de “aposentadoria”. Schumacher dividirá a equipe com o também alemão Nico Rosberg.

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TORO ROSSO (carro: STR6) – Motor Ferrari

Mesmo sendo a irmã caçula da Red Bull, a Toro Rosso busca seu lugar ao sol. Possuindo duas equipes na F-1 sob sua propriedade, a famosa fabricante de energéticos nunca disfarçou a total preferência pela equipe principal. Entretanto, vindo pela tangente, a Toro Rosso busca melhores resultados nesta temporada e já mostrou sua força nos treinos coletivos, realizados em fevereiro e no começo de março, sempre colocando um de seus carros entre os melhores tempos. Como o era de se esperar, o design de seus monopostos é muito parecido ao exibido pela equipe campeã em 2010, a Red Bull (inclusive, copiada por todos indiscretamente), com sutis alterações no bico que é mais fino e baixo, mas a pintura foi praticamente mantida em comparação ao carro anterior. Uma curiosidade é que, ao contrário de sua irmã mais importante (que utiliza motores Renaut) a Toro Rosso é impulsionada por um coração Ferrari, fruto de uma parceria antiga com a marca italiana. O suíço Sebastian Buemi e o espanhol Jaime Alguersuari são seus pilotos titulares.

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WILLIAMS (carro: FW33) – Motor Cosworth

Uma das equipes mais tradicionais do grid, a Williams de 2011 faz clara homenagem à pintura ostentada nos anos 90, em especial a do carro pilotado por Ayrton Senna em 1994. O mais interessante é que nos testes da pré-temporada, a equipe inglesa utilizou uma pintura toda azul anil, sem patrocinadores, talvez no intuito de camuflar as inovações aerodinâmicas de sua traseira mais trabalhada e inovadora, o ponto forte do carro atual segundo o brasileiro Rubens Barrichello (quem dividirá a equipe com o venezuelano Pastor Maldonado). Bico largo e alto e pequena barbatana pontuda triangular após a entrada de ar central superior completam as atualizações estéticas do modelo em relação ao de 2010. Mesmo sendo impulsionada pelos motores Cosworth, tidos como os mais fracos do grid, a Williams vem demonstrando consistência e confiabilidade nos testes que antecedem o campeonato, tudo fruto de um bom desenvolvimento mecânico e aerodinâmico.

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MARUSSIA VIRGIN (carro: MVR02) – Motor Cosworth

A Virgin apresenta o carro de 2011 com poucas alterações estéticas em relação ao modelo de 2010. Talvez, a sensação visual relatada não esteja restrita à estética tão somente, como também à funcionalidade aerodinâmica do carro, muito criticada na temporada anterior. Em uma época onde os desempenhos mecânicos estão bastante equiparados, é no desenvolvimento aerodinâmico que toda a diferença é sentida, em especial quando as máquinas estiverem competindo na pista. Como o carro de estreia da Virgin na F-1 (em 2010), este fora totalmente projetado e desenvolvido em ambiente virtual, através de software e muito distante dos túneis de vento utilizados pela maioria das equipes, mas, talvez o método old school ainda seja o mais eficiente (pois certamente é o mais caro), considerado o pífio resultado obtido na temporada passada. O conservadorismo na elaboração do novo carro mantém o bico fino e baixo, padrão já descartado há tempos pelas equipes de expressão na F-1. Por fim, a pintura dos Virgins trazem agora detalhes brancos, inexistentes no monoposto passado. O alemão Timo Glock terá como companheiro de equipe o estreante belga Jerome d’Ambrosio.

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HISPÂNIA (carro: HRT F111) – Motor Cosworth

Aí está a maior incógnita do grid em 2011. A Hispânia, que foi a equipe com o pior desempenho de 2010 (e com os carros mais feios, frise-se… rsrs), noticiou para 2011 uma série de mudanças mecânicas: caixa de câmbio, transmissão, conjunto traseiro, chassis, etc., tendo igualmente revolucionado o visual dos seus carros com uma pintura completamente diferente. Agora a curiosidade: enquanto as demais equipes já rodaram milhares de quilômetros com seus novos carros em testes, esse carrinho da foto aí embaixo não andou nem um centímetro no asfalto, pois a equipe vem utilizando o carro de 2010 (com algumas modificações do modelo 2011) nos testes pré-temporada. No mais, o bico do carro ainda parece ser o antigo (fino e baixo), entretanto há uma visível barbatana quadrada atrás da entrada de ar central. Há quem diga que o projeto atual surpreenderá por ser mais leve e aerodinamicamente mais desenvolvido, mas o que se vê é um carro muito semelhante ao de 2010. Provavelmente a Hispânia vá surpreender nas primeiras provas desse ano, só não sabemos se para o bem ou…

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Pois bem amigos, não deixem de acessar a próxima parte em que falamos das equipes: Red Bull, McLaren, Force India, Renaut Lotus, Sauber e Team Lotus!

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2 Comentários para “GavetaGrid – As equipes e seus novos carros (parte 1 de 2)”

  1. Boba disse:

    Esse ano realmente promete na f1… Que tal fazer uma semana sobre os maiores acidentes ou sobre os escândalos?

  2. Igor disse:

    Faz parte de nossa pauta… Acompanhe todos os domingos que teremos muita coisa boa em debate!

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