Desenterrando Tranqueiras: The Planetary

AbsoluteplanetaryOlá, camaradas! Bem vindos a mais um Desenterrando Tranqueiras. Inalgurando, por assim dizer, uma nova premissa da coluna, já discutida nos bastidores da equipe, mas até então não aplicada, eu lhes trago algo não antigo, mas pouco difundido. No Desenterrando de hoje, irei falar sobre The Planetary, uma HQ fenomental (na minha humilde opinião de velho ranzinza) escrita por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday, com 26 edições (e uma vigésima sétima, estílo epílogo, à caminho).

Planetary é um quadrinho do selo Wildstorm que conta a história de um grupo de mesmo nome, cujo o objetivo é, nas palavras de um dos personagens, desenterrar a história secreta do Século XX. Eles são “os arqueólogos do impossível”, como também dito na própria HQ.

O Grupo Planetary foi criado pelo misterioso “Quarto Homem“, que nos primeiros momentos da história é dito que pode ser desde Bill Gates à Adolf Hitler. Obviamente não é nenhum desses dois, e Ellis dá praticamente um gancho de direita na sua cara com a surpresa de quem é tal fundador secreto, ao longo do roteiro muito bem desenvolvido. A equipe de campo – e o “cast” de personagens principais da história – conta também com Jakita Wagner, que é o tipo quase perfeito de supergarota: extremamente forte, rápida, resistente e sexy, mas nem um pouco bem humorada; O Baterista, um sujeito completamente maluco, com poderes de lidar e manipular qualquer tipo de informação e, consequentemente, aparelhos eletrônicos; e Elijah Snow, um velho rabugento e badass motherfucker com poderes sobre o gelo.

Da esquerda pra direita: O Baterista, Jakita Wagner e Elijah Snow
Da esquerda pra direita: O Baterista, Jakita Wagner e Elijah Snow

Os personagens são ótimos e a dinâmica entre eles é super interessante (trocadilho não-proposital =p). Constantes trocas de ofensas e chutes na bunda – vindos de Elijah e direcionados ao Baterista, em noventa por cento do tempo. Além disso a série apresenta vários segredos dos personagens e faz valer à pena uma segunda lida para pegar certas coisas aparentemente sem significado que ficaram para trás. Eu mesmo percebi uma dessas coisas no momento em que folheei a revista antes de escrever esta matéria.

As histórias, em primeiro momento seguindo um esquema “stand alone”, é recheada de referências à heróis e vilões da Marvel, DC e antigas histórias pulp. É fácil reconhecer figuras como Hulk, Tarzan, Lanterna Verde e muitos, muitos outros, abordados de uma forma interessantíssima, em um mundo menos “cueca por cima da calça”. Até mesmo Lovecraft, meu autor favorito, e as criaturas Cthulhianas aparecem ou são citados em diversos pontos da trama, incluindo com uma aparição do próprio Howard Philips em uma edição em conjunto com Authority, outra grande HQ do mesmo selo.

Em um crossover com o Batman
Em um crossover com o Batman

Mais pra frente, o roteiro deixa de focar na corrida atrás dos segredos do mundo e passa a focar na caçada pelos inimigos secretos do mundo. A HQ fica ainda mais fenomenal à partir de então e as questões metafísicas, filosóficas e whateverísticas ficam ainda mais profundas. As lutas se resolvem de modo sóbrio, como é o padrão de tudo o mais na revista. Um ótimo exemplo: Quando em um confronto, o que Elijah Snow faz? Joga raiozinhos homossexuais de gelo facilmente esquiváveis e visualmente retardados no inimigo? Não, ele congela o cérebro do oponente antes de dá-lo chance de reagir! É disso que eu estou falando! Talvez a DC e a Marvel pudessem aprender algo daqui. Todas as edições tem algum momento que faz a sua cabeça explodir, seja com referências, revelações da trama ou algo simplesmente fodástico.

Finalizando: Planetary é uma série espetacular, merece ser lida com atenção e dedicação. As edições são fáceis de serem encontradas traduzidas na internet e eu sinceramente não tenho a menor idéia se foram publicadas no Brasil. Recomendo fortemente.

Em tempo: Acredito que eu achei Elijah Snow tão maneiro porque sou tão velho quanto ele, pelo menos no espírito. =P

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Sem comentários ainda para “Desenterrando Tranqueiras: The Planetary”

  1. Flyfish disse:

    Iceman versão motherfuka? Gostei! xD

    Pelo que voce fala, parece ter um clima meio Watchmen, com heróis porradaceiros ao extremo. Só senti falta de você mencionar quantos números são. Tava a fim de voltar a ler quadrinhos, mas tou meio sem coragem de ler algo grande no momento. Até estou com as edições de Watchmen aqui, mas ainda não tive coragem de ler tudo.

  2. Aiken Frost disse:

    Fuck! Eu sabia que tinha esquecido de algo!

    Pronto, informação atualizada. São 26 edições e um epilogo à caminho. Tem umas edições especiais de crossovers também, mas são desnecessárias, apesar de legais. São 3 nesse estilo, se não me engano.

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