Desenterrando Tranqueiras: Resident Evil Zero

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Em falta de títulos da série Resident Evil para o Nintendo 64, a Capcom resolveu anunciar um exclusivo para o console naquela época, usando-se de uma ponta solta: o que aconteceu à equipe Bravo, segundo grupo dos S.T.A.R.S, que foi investigar a floresta Arklay um dia antes dos eventos do primeiro jogo da série. Aproveitando-se do fato de que o console da Nintendo utilizava cartuchos como mídia, eles desenvolveram um sistema de troca de personagens em tempo real (Parthner Zapping) – o que era praticamente impossível ser implementado nos CDs do Playstation – fazendo de Resident Evil Zero um atrativo aos fãs da série e aos proprietários do 64. Porém, com o acordo de exclusividade da série principal para o novo console da Nintendo, o jogo que estava cerca de 80% pronto, acabou sendo refeito e lançado para o GameCube.

Resident Evil Zero acrescenta bastante à cronologia e responde algumas perguntas deixadas pelos títulos anteriores, mas peca na narrativa que está lá apenas para marcar presença. De resto, houve uma tentativa de inovação com o Parthner Zaping e a falta de baús (trazendo mais realismo ao jogo já que obriga o jogador a gerenciar seus itens). O título também tenta inovar na ambientação, mas, ela acaba se tornando repetitiva. No fim das contas ele se mostra um grande file, funcionando mais como um apêndice do que jogo.

O gameplay se manteve o mesmo do estilo clássico, com melhores ângulos de câmera e inteligência artificial, mas nada que não fosse esperado para um jogo da geração seguinte ao Nintendo 64. Ainda sobre a ambientação, diferentemente dos outros jogos da franquia, a ambientação do Resident Evil Zero não é das melhores, seu único ponto positivo está na parte do trem, que, além de ser diferente dos outros cenários, dá para perceber a maneira como foi bem planejado, tanto no design externo como sua decoração interne, que simula realmente um expresso de luxo. Porém todos os outro cenários acabam sendo repetitivos e pouco chamativos. Infelizmente toda a qualidade na criação do trem ofuscou o brilho da mansão que é igual a qualquer outro cenário da série. O laboratório também segue o mesmo padrão da mansão, porém os desenvolvedores apelaram para o emocional dos fãs e colocaram um pequeno trecho do laboratório do Resident Evil 2.

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Conclusão:

Já havia jogado o Resident Evil Zero há alguns anos e resolvi jogá-lo novamente para fazer essa análise, e, oque ficou para mim, é que o jogo não teve todo o potencial aproveitado. Não pesquisei tanto sobre sua produção, mas pelas datas de lançamento pude ver que talvez um fator que o tenha prejudicado tenha sido seu planejamento comercial equivocado. O lançamento do jogo no mesmo ano em que o Remake (muito aguardado pelos fãs e com maior orçamento para publicidade) foi um dos fatores prejudiciais, além da ausência de Mikami em sua direção.

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1 Comentário para “Desenterrando Tranqueiras: Resident Evil Zero”

  1. André disse:

    Nossa, nostalgia em… Chegava da aula e ia jogar. 😀

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